O Bahamas Hotel Club, uma das boates mais tradicionais de São Paulo, encerrou suas atividades em julho. Inaugurada na década de 1990 na zona sul da cidade, a casa fechou suas portas pouco mais de 6 meses após a morte do seu idealizador, o empresário Oscar Maroni.
Questionada, a administração do Bahamas informou em nota que “o Bahamas encerrou as atividades” e afirmou que não haverá posicionamento adicional nem porta-voz para comentar o assunto.
O polêmico Bahamas
A boate operava nos moldes de um clube de entretenimento adulto e ponto de encontro. Contava com bar, lounges e dezenas de suítes privativas distribuídas pelos seus andares superiores.
Ao longo de sua trajetória, o local foi o epicentro de intensas batalhas judiciais e frequentes ações policiais sob a acusação de exploração de prostituição – prática tipificada como crime pela legislação brasileira, diferentemente do ato da prostituição em si.
O fundador do negócio, Oscar Maroni, chegou a ser condenado e cumprir pena de prisão no início da década de 2010 por manter a atividade no endereço. O desfecho da casa noturna começou a ser desenhado após o falecimento do empresário em dezembro de 2025.
Embora seus herdeiros tenham tentado implementar um reposicionamento de marca na tentativa de salvar o espaço, o acúmulo de gargalos financeiros e problemas estruturais inviabilizou a continuidade das operações, culminando no fechamento definitivo das portas em julho de 2026.

Morte de Maroni aos 74 anos
O empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Hotel Club, morreu em 31 de dezembro de 2025 aos 74 anos.
A família do dono da casa de entretenimento adulto de Moema, em São Paulo, afirmou em nota que Maroni “viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade”.
Em 2024, o empresário foi internado em uma casa de repouso em São Paulo. Seus filhos entraram com um pedido de curatela, para administração do patrimônio do pai.
