A ômicron XE, subvariante da Covid-19, foi confirmada pela primeira vez no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A cepa surgiu no Reino Unido e foi apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) com potencial de ser ainda mais transmissível do que outras versões da ômicron.
“O Ministério da Saúde informa que foi notificado nesta quarta-feira (6), pelo Instituto Butantan, da confirmação do primeiro caso da variante XE (recombinante das sublinhagens BA.1 e BA.2 da ômicron) no Brasil”, disse em nota à reportagem.
“A pasta mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da Covid-19 e reforça a importância do esquema vacinal completo para garantir a máxima proteção contra o vírus e evitar o avanço de novas variantes no país”, completou.
A subvariante XE combina duas cepas da ômicron, a BA.1 e BA.2. Alguns estudiosos cogitam que a XE tenha material genético de outros vírus, além dos dois citados.
A ômicron “original” causou grandes ondas de contaminação de coronavírus ao redor do mundo, piorando o contágio no Brasil no início do ano e causando hospitais e clínicas lotadas. Farmácias também ficaram desabastecidas de testes para comprovar a doença.
“Essa combinação em particular, XE, mostrou uma taxa de crescimento variável e ainda não podemos confirmar se ele tem uma verdadeira vantagem de crescimento”, alertou Susan Hopkins, assessora médica chefe da UKHSA (Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido).
O uso de máscara facial já não é mais obrigatório em várias partes do Brasil e de outros países, mas pode ser benéfico para pessoas de grupos de risco, especialmente ao frequentar locais fechados. A higiene frequente das mãos também é recomendada para evitar a doença.
