Brasil tem 1º caso da ômicron XE, que pode ser mais transmissível

Cepa surgiu no Reino Unido e foi apontada pela OMS com potencial de ser ainda mais transmissível do que outras versões da ômicron

Com o aumento da vacinação e o maior controle da pandemia, a Covid-19 deixou de liderar o ranking de mortes por doenças em São Paulo

Algumas pessoas seguem usando máscaras em SP, mesmo com as recentes flexibilizações | Rubens Cavallari/Folhapress

A ômicron XE, subvariante da Covid-19, foi confirmada pela primeira vez no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A cepa surgiu no Reino Unido e foi apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) com potencial de ser ainda mais transmissível do que outras versões da ômicron.

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“O Ministério da Saúde informa que foi notificado nesta quarta-feira (6), pelo Instituto Butantan, da confirmação do primeiro caso da variante XE (recombinante das sublinhagens BA.1 e BA.2 da ômicron) no Brasil”, disse em nota à reportagem.

“A pasta mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da Covid-19 e reforça a importância do esquema vacinal completo para garantir a máxima proteção contra o vírus e evitar o avanço de novas variantes no país”, completou.

A subvariante XE combina duas cepas da ômicron, a BA.1 e BA.2. Alguns estudiosos cogitam que a XE tenha material genético de outros vírus, além dos dois citados.

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A ômicron “original” causou grandes ondas de contaminação de coronavírus ao redor do mundo, piorando o contágio no Brasil no início do ano e causando hospitais e clínicas lotadas. Farmácias também ficaram desabastecidas de testes para comprovar a doença.

“Essa combinação em particular, XE, mostrou uma taxa de crescimento variável e ainda não podemos confirmar se ele tem uma verdadeira vantagem de crescimento”, alertou Susan Hopkins, assessora médica chefe da UKHSA (Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido).

O uso de máscara facial já não é mais obrigatório em várias partes do Brasil e de outros países, mas pode ser benéfico para pessoas de grupos de risco, especialmente ao frequentar locais fechados. A higiene frequente das mãos também é recomendada para evitar a doença.