Na disputa pelas prefeituras da região metropolitana de São Paulo, candidatos enfrentam pelo caminho investigações e processos por improbidade administrativa. É o caso de postulantes ao cargo em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Taboão da Serra, Santo André, Mogi das Cruzes e Embu das Artes. O primeiro turno das eleições será no domingo (15). Se o prefeito não for eleito no dia 15, o segundo turno será realizado no dia 29 de novembro.
Em São Bernardo, o prefeito e candidato à reeleição Orlando Morando (PDSB) foi um dos 12 denunciados pelo Ministério Público Federal, sob a acusação de envolvimento em fraudes em processos licitatórios de compra de merenda escolar investigadas pela operação Prato Feito.
Segundo a Procuradoria, Morando teria recebido vantagens de Fábio Favaretto quando ainda era candidato em troca de favorecimento em licitações em 2017 e 2018.
A denúncia aponta que em 2016 foram encontrados na casa de Carlos Maciel –sogro de Favaretto e ex-secretário de assuntos governamentais de Morando– anotações que relacionavam a quantia de R$ 600 mil ligados ao codinome “peixe” e “peixinho”, atribuídos pela polícia ao tucano.
Já o prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, também responde ao mesmo processo na operação Prato Feito. No caso dele, a Justiça aponta que os desvios teriam acontecido em licitações para a compra de kits de material escolar.
O petista Marinho é alvo desde agosto de uma CPI na Câmara de Vereadores de São Bernardo que investiga se sua gestão favoreceu a empreiteira OAS em licitação de R$ 300 milhões, como declarou o ex-presidente da empresa, Léo Pinheiro, em delação premiada. Marinho classifica a comissão como irresponsável e motivada por razões políticas.
Em Guarulhos, a gestão de Gustavo Henric Costa (PSD), candidato à reeleição e conhecido como Guti, foi questionada pelo Ministério Público de Contas pela contratação de uma hamburgueria para fornecer refeições para hospital de campanha, no valor de mais de R$ 712 mil.
A Promotoria também pediu que o contrato firmado com a empresa Imedis para fornecimento de leitos e estrutura do hospital de campanha, por R$ 5,4 milhões, fosse julgado irregular.
Em Taboão da Serra, o deputado estadual e candidato à prefeitura José Aprígio (Podemos) também enfrenta ações de improbidade movidas pela prefeitura, que o acusa de conluio com o ex-prefeito Evilásio Farias no processo de divisão de terrenos para construção de condomínios.
A defesa afirma que as exigências legais foram observadas e que fez um depósito de forma voluntária em caso de condenação.
Em Osasco, o prefeito e candidato à reeleição Rogério Lins (Podemos) é réu em ação com base na Operação Caça-Fantasma, pela qual o político foi preso antes de tomar posse. Lins é acusado de integrar um suposto esquema criminoso de contratação de assessores fantasmas que teria desviado mais de R$ 2,5 milhões dos cofres públicos. Os investigadores atribuem a ele mais de 900 crimes entre 2009 e 2013. O prefeito disse ao jornal “Folha de S.Paulo”, em setembro, que confia na Justiça.
Adversário na disputa, o deputado estadual e ex-prefeito Emídio de Souza (PT) é réu em oito ações por improbidade administrativa em tramitação na Justiça, sobre supostas irregularidades em convênios e processos de licitação.
Em uma das ações, movida pelo Ministério Público, a promotoria aponta falta de levantamento prévio para justificar a dispensa de licitação, o que, para os investigadores, teve por finalidade beneficiar uma organização do PT.
Em Mogi das Cruzes, o prefeito e candidato à reeleição Marcus Melo (PSDB) foi denunciado em fevereiro por improbidade num processo de contratação de empresas de transporte escolar em que, segundo a promotoria, foram feitas exigências desnecessárias, limitando a concorrência.
A prefeitura informou que assim que Melo for intimado, “demonstrará que não existem razões fáticas e jurídicas para ser processado”.
