Cetesb amplia monitoramento do ar em SP e instala nova estação em meio ao tempo seco; veja como consultar

Nova unidade automática começou a funcionar em Sapopemba, na zona leste da capital paulista

Estação da Cetesb em São Paulo

Cetesb publica diariamente, às 11h, o Boletim Diário de Qualidade do Ar/Divulgação

A Cetesb ampliou para 85 o número de estações de monitoramento da qualidade do ar em São Paulo. A expansão ocorre durante o período de estiagem, quando a combinação de tempo seco, baixa umidade e queimadas pode aumentar a concentração de poluentes na atmosfera.

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A nova unidade automática começou a funcionar em Sapopemba, na zona leste da capital paulista. Além de ampliar a cobertura, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo também reforçou o acompanhamento do Material Particulado 2,5 (MP2,5), considerado um dos poluentes mais prejudiciais à saúde.

A rede da Cetesb, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), agora reúne 63 estações automáticas e 22 manuais, distribuídas por diferentes regiões do Estado.

Os equipamentos acompanham os principais poluentes atmosféricos e permitem que a população consulte as condições do ar praticamente em tempo real.

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Como consultar a qualidade do ar em São Paulo

A Cetesb publica diariamente, às 11h, o Boletim Diário de Qualidade do Ar. O material reúne informações sobre as condições registradas nas 24 horas anteriores e apresenta uma previsão para as horas seguintes, considerando também os indicadores meteorológicos.

Os dados das estações automáticas são atualizados no site e no aplicativo oficial da Cetesb.

A qualidade do ar é dividida em cinco categorias:

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  • Boa;
  • Moderada;
  • Ruim;
  • Muito ruim;
  • Péssima.

A consulta é especialmente recomendada antes da prática de exercícios ou atividades ao ar livre durante os períodos mais secos.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos que devem ter atenção redobrada. Quando a qualidade do ar piora, a orientação é diminuir atividades físicas intensas ao ar livre e manter uma boa hidratação.

Cetesb reforça monitoramento do MP2,5

Além da nova estação, a Cetesb ampliou em 2026 o acompanhamento do MP2,5. Novos analisadores foram instalados nas estações de Santo André-Capuava, Sorocaba e Campinas-Taquaral.

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O MP2,5 é formado por partículas muito pequenas, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros. Entre os exemplos estão fuligem e poeira. Por serem extremamente finas, essas partículas podem penetrar profundamente nos pulmões e chegar à corrente sanguínea.

Atualmente, todas as estações da Região Metropolitana de São Paulo preparadas para esse tipo de medição acompanham o MP2,5. O monitoramento também foi ampliado para cidades do interior paulista, incluindo municípios de diferentes perfis populacionais e industriais.

Segundo Maria Lúcia Guardani, gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, a expansão permite acompanhar diferentes regiões do Estado com maior precisão.

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“Em um período como a estiagem, essas informações se tornam ainda mais importantes para orientar os cidadãos e apoiar a tomada de decisões pelos órgãos públicos”, afirmou.

Quais poluentes são monitorados?

As estações da Cetesb acompanham continuamente cinco dos principais poluentes presentes na atmosfera:

  • Material particulado, como poeira e fuligem;
  • Ozônio;
  • Dióxido de nitrogênio;
  • Dióxido de enxofre;
  • Monóxido de carbono.

Onde acompanhar a qualidade do ar?

O Boletim Diário de Qualidade do Ar pode ser consultado no portal oficial da Cetesb. A companhia também disponibiliza os dados por meio do aplicativo oficial para celulares com sistemas iOS e Android.

A consulta pode ser feita antes de atividades ao ar livre, principalmente durante períodos de estiagem e baixa umidade, quando as condições atmosféricas podem favorecer a concentração de poluentes.