A passagem do ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul deixou uma pessoa morta, cinco feridas e 118 municípios com registros de danos, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil do estado nesta sexta-feira (7/8).
A combinação entre o ciclone extratropical e a frente fria que avançou sobre a região, com rajadas de vento que chegaram a superar 120 km/h, provocaram os estragos.
Um motociclista morreu após ser atingido pela queda de uma árvore na rodovia RS-124, em Montenegro. Esta foi a única morte confirmada até as 16h desta sexta.
Outras cinco pessoas ficaram feridas em diferentes cidades gaúchas. Em Montenegro, três moradores se machucaram após o destelhamento de uma residência.
Em Novo Hamburgo, um motociclista ficou ferido ao se enroscar em fios derrubados pela ventania. Já em Pedro Osório, um militar sofreu ferimentos provocados por estilhaços de um para-brisa.
Segundo a Defesa Civil, os 118 municípios afetados registraram principalmente quedas de árvores, destelhamentos, danos provocados por granizo e interrupções causadas pelos ventos intensos.
Foram contabilizados cerca de 120 destelhamentos, em Novo Hamburgo, o maior número registrado no estado.
Durante coletiva de imprensa, o órgão informou que emitiu alertas prévios para as áreas de maior risco, incluindo um aviso severo para Porto Alegre e região metropolitana.
A Defesa Civil também afirmou que o tornado registrado em Pedro Osório pode não ter sido um caso isolado e destacou que o Rio Grande do Sul está localizado em um “corredor de tornados”, onde esse tipo de fenômeno pode ocorrer com relativa frequência.
Frente fria ainda mantém risco de temporais
Apesar de o ciclone extratropical ter se afastado do continente ainda na noite de quinta-feira (6/8), a frente fria influencia o tempo na região sul.
Segundo a previsão meteorológica, há possibilidade de pancadas de chuva, temporais isolados, raios e rajadas de vento entre 50 km/h e 70 km/h no Paraná. Em Santa Catarina, no norte da região sul, em áreas do sudeste e do litoral gaúcho também serão atingidos.
Ao longo desta sexta-feira, a tendência é de melhora gradual das condições em grande parte da região.
O que é um ciclone-bomba?
O chamado ciclone-bomba é o nome popular dado à ciclogênese explosiva, processo em que um ciclone extratropical se intensifica de forma muito rápida.
Para receber essa classificação, a pressão atmosférica no centro do sistema precisa cair pelo menos 24 milibares em 24 horas.
O fenômeno costuma ocorrer quando massas de ar muito frio encontram ar mais quente, formando tempestades intensas, ventos fortes e, em alguns casos, tornados.
