Ciclone-bomba deixa prejuízos no litoral de SP após ventos de 109 km/h derrubarem árvores e postes

Rajadas passaram de 100 km/h, provocaram queda de árvores, interrupção de travessias, fechamento temporário do Porto de Santos e suspensão de aulas em cidades da Baixada Santista

Fotografia em plano aberto de uma rua asfaltada com faixa dupla amarela ao centro, onde uma árvore de grande porte tombou por completo, bloqueando a via. À direita, a base da árvore aparece arrancada do solo, destruindo as pedras da calçada. A copa frondosa e os galhos cobrem o asfalto e atingem a parte traseira de um automóvel SUV cinza-escuro. Ao fundo, veem-se edifícios residenciais, a fachada de uma academia de ginástica e pedestres na calçada observando a cena sob céu nublado.

Árvore de grande porte cai, arranca piso da calçada e bloqueia rua no bairro do Boqueirão, em Santos - Reprodução/@cetsantos

A forte ventania provocada pela passagem do ciclone-bomba causou diversos transtornos no litoral de São Paulo desde o começo da manhã desta sexta-feira (7/8).

Continua após a publicidade

Em Santos, a Defesa Civil registrou rajadas de vento de até 109 km/h, uma das mais intensas do Estado. As travessias por balsas foram interrompidas e o Porto de Santos precisou suspender as operações

As rajadas derrubaram árvores e postes em cidades da Baixada Santista e do Litoral Norte, provocando interrupções no fornecimento de energia elétrica, bloqueios de vias e danos à rede de abastecimento de água em alguns pontos.

Em Santos, uma árvore caiu sobre um carro na rua Paraguaçu, no bairro Boqueirão. A queda também danificou a rede de água, e equipes da Prefeitura, da CPFL Piratininga e da Sabesp atuam na remoção da vegetação e nos reparos.

Continua após a publicidade

Guarujá também registrou quedas de árvores e postes, principalmente em Vicente de Carvalho e nos bairros Vila Alice e Pae Cará.

Em Bertioga, uma árvore caiu sobre a rodovia Rio-Santos (SP-055), provocando a interdição temporária da pista até a remoção da vegetação.

Segundo as prefeituras, também houve registros de quedas de árvores em Peruíbe e Itanhaém. Já Mongaguá, Praia Grande, Cubatão e São Vicente informaram que, até o momento, não registraram ocorrências de maior gravidade.

Continua após a publicidade

Aulas suspensas

Por conta das condições climáticas, prefeituras do litoral suspenderam as aulas em parte da rede municipal. Em Itanhaém, Peruíbe e Bertioga, as atividades escolares foram interrompidas como medida preventiva.

Em Guarujá, duas unidades de ensino tiveram as aulas suspensas devido à falta de energia elétrica.

Travessias de balsas foram interrompidas

Os ventos fortes também afetaram as travessias de balsas administradas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Continua após a publicidade

As operações entre Santos e Guarujá, Bertioga e Guarujá, São Sebastião e Ilhabela, Iguape e Juréia e a travessia de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho precisaram ser interrompidas em diferentes momentos por questões de segurança.

Segundo a Semil, o serviço foi suspenso preventivamente devido à intensidade das rajadas e retomado de forma gradual conforme as condições do mar melhoraram.

Porto de Santos teve operações suspensas

A movimentação de navios no Porto de Santos também foi afetada. A Capitania dos Portos informou que as operações foram interrompidas às 6h45, quando as rajadas ultrapassaram 30 nós (55,5 km/h).

Continua após a publicidade

O tráfego marítimo foi retomado por volta das 8h20, após melhora das condições climáticas.