“Ciclone monstro”: super tufão Champi tem ventos de quase 300 km/h e coloca países da Ásia em alerta

Ciclone tropical chegou à categoria 5 e pode provocar chuva intensa, ondas gigantes e ventos destrutivos; Taiwan e China estão entre as regiões sob risco

Apesar de ter alcançado a categoria 5, o supertufão tende a perder intensidade durante seu deslocamento. A passagem por regiões com condições atmosféricas menos favoráveis e mudanças nas características do oceano podem enfraquecer a circulação do sistema./ Foto: NASA

O supertufão Champi, apelidado de ciclone monstro, é uma das tempestades tropicais mais intensas de 2026 e avançou pelo Pacífico Ocidental com ventos sustentados de até 296 km/h, segundo dados do Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC). O fenômeno atingiu a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, e mobilizou autoridades diante do risco de ventos destrutivos, chuva volumosa e ondas elevadas na Ásia.

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O ciclone se desloca em direção à região de Taiwan e pode afetar áreas costeiras da China, além de manter outras localidades do Pacífico sob monitoramento. A intensidade e a trajetória do sistema podem mudar ao longo dos próximos dias.

De acordo com o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da União Europeia (GDACS), o Champi chegou a registrar ventos máximos de 296 km/h. Em 22 de outubro, o sistema continuava classificado como supertufão, embora apresentasse sinais de enfraquecimento.

Por que o supertufão Champi ficou tão forte?

A intensidade do Champi está relacionada às condições do oceano e da atmosfera. Águas superficiais próximas de 30°C fornecem energia e umidade para o desenvolvimento de ciclones tropicais, favorecendo a formação de nuvens carregadas e a intensificação dos ventos.

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Outro fator importante é o cisalhamento vertical do vento, que corresponde à variação da velocidade ou da direção dos ventos em diferentes altitudes. Quando esse fenômeno é fraco, a estrutura do ciclone tende a permanecer mais organizada, permitindo que ele mantenha ou aumente sua intensidade.

O sistema também apresenta uma ampla área de circulação, o que significa que seus efeitos podem atingir regiões distantes do centro da tempestade. Por isso, mesmo localidades que não estejam na trajetória direta do olho do ciclone podem enfrentar condições meteorológicas adversas.

Taiwan e China estão sob risco

Taiwan acompanha a aproximação do Champi diante da possibilidade de ventos fortes, precipitação intensa e ondas perigosas. A previsão divulgada pelas autoridades meteorológicas de Hong Kong indica que o sistema deve avançar pelo Pacífico Ocidental em direção às águas a leste da ilha nos dias 22 e 23 de outubro.

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A trajetória exata, porém, ainda pode sofrer alterações. A distância entre o centro do ciclone e as áreas habitadas, assim como a velocidade de deslocamento e a intensidade dos ventos, influencia a dimensão dos impactos.

Na China continental, regiões costeiras também acompanham a evolução do fenômeno. Dependendo da rota adotada pelo sistema, cidades próximas ao litoral podem enfrentar chuva intensa, ventos fortes e transtornos no transporte aéreo e marítimo.

As Filipinas também estão entre as áreas monitoradas devido à trajetória do ciclone pelo Pacífico Ocidental. Chuvas persistentes podem aumentar o risco de alagamentos e deslizamentos, principalmente em regiões montanhosas e em áreas onde o solo já esteja encharcado.

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Champi pode perder força, mas continuar perigoso

Apesar de ter alcançado a categoria 5, o supertufão tende a perder intensidade durante seu deslocamento. A passagem por regiões com condições atmosféricas menos favoráveis e mudanças nas características do oceano podem enfraquecer a circulação do sistema.

Isso não significa, entretanto, que o risco desapareça. Mesmo com ventos menos intensos, um tufão pode provocar danos estruturais, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, alagamentos e ondas elevadas.

A previsão da trajetória é fundamental para determinar quais áreas devem adotar medidas de proteção. Por esse motivo, autoridades meteorológicas acompanham continuamente a posição, a velocidade e a intensidade do ciclone.

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O que é um supertufão?

Tufões e furacões são nomes utilizados em diferentes regiões do mundo para se referir aos ciclones tropicais. Esses sistemas se formam sobre oceanos com águas quentes e provocam tempestades intensas, marcadas por ventos fortes, chuvas abundantes e baixa pressão atmosférica. A energia necessária para seu desenvolvimento vem do calor da superfície oceânica, por isso eles podem manter sua força enquanto permanecem sobre águas suficientemente aquecidas.

Tufão é o nome dado aos ciclones tropicais que se formam no noroeste do oceano Pacífico, e a classificação como supertufão é utilizada para ciclones particularmente intensos no Pacífico Ocidental. Os critérios podem variar conforme a agência meteorológica responsável pelo monitoramento.

Esses sistemas são equivalentes aos furacões registrados no Atlântico e no Pacífico Nordeste, embora recebam denominações diferentes conforme a região em que se desenvolvem. A categoria 5 da escala Saffir-Simpson corresponde a ventos sustentados de pelo menos 252 km/h. Nessa intensidade, o potencial de destruição é elevado, com possibilidade de danos severos a construções, infraestrutura e redes de energia.

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O Champi integra uma temporada de ciclones tropicais que exige atenção às condições oceânicas e atmosféricas. Embora o aquecimento dos oceanos possa favorecer a intensificação de tempestades, a relação entre as mudanças climáticas e cada ciclone específico depende de diversos fatores e precisa ser analisada com base em estudos científicos.