Uma equipe de cientistas e pesquisadores criou a primeira “bomba de buraco negro” em laboratório. O equipamento é um simulador que possibilita o estudo de algumas propriedades dessas misteriosas regiões do espaço.
O objeto é construído com cilindros de alumínio giratórios colocados dentro de bobinas organizadas em camadas. A partir do momento que elas giram, são gerados campos magnéticos, simulando o efeito gravitacional dos buracos negros.
Os pesquisadores conseguiram simular a energia rotacional que interfere nas partículas próximas dos campos magnéticos dessas regiões do espaço com base nas ideias propostas em 1971 na teoria do físico Roger Penrose.
Estudo dos buracos negros
Com o experimento, os cientistas conseguiram entender que a energia é amplificada quando o cilindro gira mais rápido e na mesma direção do campo magnético e se torna instável quando o cilindro gira mais lentamente que o campo magnético, assim como ocorre nos buracos negros.
No entanto, ainda não é possível replicar o efeito gravitacional dos buracos negros em laboratório.
Por mais que o experimento não traga conclusões no momento, ele pode representar um passo para melhorar a compreensão da física dos objetos gravitacionalmente mais extremos do Universo.
A equipe responsável pelo estudo é liderada pelo pesquisador Marion Cromb, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e o simulador é baseado em um modelo teórico desenvolvido por físicos na década de 1970.
