A pitaya mudou o rumo da família de Creuza Teixeira de Lima, produtora rural de Bonito, em Mato Grosso do Sul, após uma descoberta feita durante uma visita a Campo Grande. Em 2026, a experiência do casal com a fruta ganhou reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na propriedade rural.
Como escolher, conservar e consumir frutas no dia a dia
Como Creuza conheceu a pitaya
Creuza conheceu a fruta enquanto passeava por Campo Grande. Ao ver a pitaya à venda, pediu para experimentar e decidiu levar algumas unidades para casa. A novidade despertou o interesse do marido, Adão de Lima, que aceitou testar o cultivo na propriedade.
Na época, o casal enfrentava dificuldades para manter a produção de hortaliças. A concorrência com produtores maiores e os problemas causados pelo clima reduziam a viabilidade da atividade.
Por isso, Adão decidiu investir na fruticultura. A pitaya surgiu como uma alternativa para diversificar a produção e buscar novas oportunidades de renda.
Os desafios do cultivo da pitaya em Bonito
No início, Adão e Creuza não tinham experiência com o plantio da fruta. O casal precisou pesquisar técnicas de cultivo e aprender a lidar com as necessidades das plantas.
A irrigação era feita manualmente, com um regador. Além disso, o excesso de chuva provocou a perda de frutos nas primeiras tentativas. As dificuldades chegaram a fazer Adão pensar em abandonar a atividade.
A produção começou a avançar quando o agricultor buscou orientação técnica. Em uma visita a uma propriedade vizinha, ele conheceu o trabalho do Senar/MS, que passou a acompanhar o sítio por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Horticultura.
Assistência técnica ajudou a melhorar a produção
Com o acompanhamento especializado, o casal fez mudanças na estrutura do pomar. Os antigos postes de madeira deram lugar a suportes de cimento, mais adequados para sustentar as plantas.
Adão também adotou melhorias na adubação, na poda e na irrigação por gotejamento. Essas medidas ajudaram a organizar o manejo e reduzir problemas no cultivo.
A importância desses cuidados também aparece nas orientações da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), do governo paulista. O órgão destaca a necessidade de conhecer as condições de cultivo antes de investir na produção comercial de pitaya.
Família passou a acreditar no potencial da fruta
A iniciativa não convenceu as filhas do casal logo no começo. Tatiane e Adriane tinham dúvidas sobre a aceitação da pitaya e sobre a possibilidade de vender a produção.
A opinião mudou com as primeiras colheitas. As vendas e o interesse dos consumidores mostraram que a fruta poderia representar uma alternativa para a propriedade.
Adriane, que mora em Campo Grande, acompanhava o desenvolvimento do pomar pelas mensagens enviadas pela família. Com o avanço da produção, também passou a reconhecer o resultado do investimento dos pais.
Tatiane, por sua vez, mudou a rotina para ficar mais próxima deles. Depois que Adão precisou passar por uma cirurgia em 2024, ela deixou a casa na cidade e foi morar na chácara, mantendo o trabalho em um hotel de Bonito.
Quais são os próximos planos para a plantação
O trabalho ainda exige atenção. A família busca reduzir as perdas provocadas por queimaduras de sol, pragas e doenças. Outra possibilidade em estudo é instalar iluminação artificial no pomar para tentar obter duas safras por ano.
A experiência também passou a atrair outros produtores interessados em conhecer o cultivo. Com isso, a propriedade ganhou espaço como referência regional na produção de pitaya.
A história mostra como uma nova cultura agrícola pode abrir caminhos para pequenos produtores, desde que o investimento venha acompanhado de aprendizado e manejo adequado. Em Bonito, Adão e Creuza continuam trabalhando para ampliar a variedade de frutas cultivadas no sítio.






