Na tarde desta quarta-feira, a Polícia Civil realizava uma operação contra suspeitos de extorquir dinheiro de vítimas pela internet. A investigação da Polícia Civil de SP e do Ministério Público apontou que criminosos clonavam celulares de parentes das vítimas e se passavam por eles para pedir dinheiro.
A terceira fase da Operação Peregrino foi realizada em São Paulo, e nos estados de Goiás e no Pará “Tudo indica que essa organização criminosa tem mais de 20 pessoas envolvidas. São muitas vítimas: médicos, empresários, policiais e até um promotor”, revela a delegada Ivalda Aleixo, da Divisão de Capturas do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), da Polícia Civil de São Paulo.
Ainda segundo a polícia, uma das vítimas depositou mais de R$ 100 mil após receber as mensagens. “Os valores são de R$ 3 mil, R$ 4 mil e chegou a esse empresário que depositou mais de R$ 100 mil achando que era para o filho”, explica a delegada.
Os investigadores apontam que a quadrilha operava em Goiás, onde foram cumpridos 11 mandados de prisão.
De acordo com as investigações, os suspeitos conseguiam clonar o WhatsApp dos alvos, se passavam por eles e pediam dinheiro para
parentes.
Em São Paulo, uma das vítimas teria sido um parente do médico infectologista David Uip, ex-coordenador do Centro de Contingência para a Covid-19 no estado.
Segundo a polícia, criminosos clonaram o telefone do irmão do especialista para conseguir o dinheiro.
(GSP)