Rifaina registra assassinato de jovem de 24 anos que tentou terminar relacionamento com pecuarista de 62 anos, suspeito fugiu após os disparos e segue foragido

Entenda o histórico de violência envolvendo o investigado e os detalhes da decisão judicial que determinou sua prisão preventiva

Priscila trabalhava desde os 16 anos e abriu a própria empresa de marketing digital para ajudar a sustentar a família.

Priscila trabalhava desde os 16 anos e abriu a própria empresa de marketing digital para ajudar a sustentar a família. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A empresária Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi vítima de um assassinato investigado como feminicídio em 27 de outubro de 2026, em Rifaina, no interior de São Paulo. A jovem morreu após ser baleada em uma situação relacionada ao fim de um relacionamento, segundo as informações reunidas pela Polícia Civil.

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Histórico de violência contra mulheres e os mecanismos de proteção previstos na legislação brasileira

Quem era Priscila Lacerda Custodio?

Priscila era natural de Perdizes, em Minas Gerais, e trabalhava como empresária de marketing digital. Ela começou a trabalhar aos 16 anos, como bartender, e depois abriu o próprio negócio.

A jovem atendia eventos em sua cidade e em municípios da região. Segundo o irmão, Geovane Santana, ela ajudava financeiramente a família com o próprio trabalho.

Priscila também mantinha um relacionamento com Samuel Ramos, de 26 anos. Os dois moravam juntos em Perdizes havia aproximadamente um mês e planejavam se mudar para Uberlândia, em Minas Gerais.

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Quem é o pecuarista suspeito do crime?

João Roberto Bolelli, de 62 anos, é pecuarista e natural de Rifaina. Ele é apontado pela investigação como autor dos disparos contra Priscila.

O homem possui registros anteriores relacionados à violência contra mulheres. Em 2018, ele chegou a ser preso preventivamente por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira.

Em 2021, a Justiça de Franca o condenou a três meses e 15 dias de detenção, em regime aberto, pelo descumprimento da medida. O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a decisão em 2022.

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Além disso, o pecuarista possui uma condenação anterior por vias de fato, relacionada a agressões ocorridas em 2017.

Como era o relacionamento entre os dois?

Priscila e Bolelli mantinham um relacionamento desde julho de 2026. Entretanto, a jovem já havia manifestado o desejo de encerrar o envolvimento.

De acordo com depoimentos apresentados à Polícia Civil, o suspeito não aceitava a separação e fazia ameaças contra a empresária.

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O atual namorado de Priscila relatou que Bolelli dizia que ela não ficaria com outra pessoa caso não permanecesse com ele. Ele também teria contratado um detetive particular para monitorar a jovem.

Uma amiga da vítima contou aos investigadores que Priscila sofreu agressões físicas quatro dias antes do assassinato. A testemunha também relatou ameaças envolvendo arma de fogo.

O que aconteceu no dia do assassinato em Rifaina?

Com receio das ameaças, Priscila pediu ao irmão que a acompanhasse até Rifaina para devolver uma caminhonete pertencente ao pecuarista. Uma amiga também participou da viagem.

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O encontro aconteceu na entrada de uma propriedade rural, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334).

Segundo os relatos das testemunhas, houve uma discussão envolvendo a devolução de um celular. Durante o desentendimento, Bolelli teria sacado uma arma e efetuado disparos contra a jovem.

O irmão de Priscila também relatou que o suspeito apontou a arma em sua direção antes de deixar o local.

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A empresária foi atingida na região do abdômen e recebeu atendimento médico em Rifaina. No entanto, não resistiu aos ferimentos.

Como estão as investigações?

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso como feminicídio. Os investigadores ouviram testemunhas, realizaram perícia no local e apreenderam o celular da vítima para análise.

A investigação considera o inconformismo com o fim do relacionamento como uma possível motivação para o crime.

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A classificação como feminicídio segue o artigo 121-A do Código Penal, incluído pela Lei 14.994/2024. A legislação estabelece o feminicídio como crime autônomo. O texto pode ser consultado no Código Penal, disponível no site do Governo Federal.

O suspeito foi preso?

Até a última atualização das informações, em 2 de novembro de 2026, João Roberto Bolelli permanecia foragido.

A Justiça de Pedregulho decretou a prisão preventiva do investigado em 28 de outubro, após solicitação da Polícia Civil.

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A decisão considerou a fuga após o crime e a necessidade de proteger as testemunhas durante a investigação.

O caso segue sob apuração das autoridades, que buscam localizar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias do assassinato em Rifaina.