Defesa Civil alerta para tempestades em SP até este sábado; veja riscos de enchentes e como se proteger

Previsão indica chuva forte até sábado (24), com possibilidade de alagamentos, enxurradas e rajadas de vento; água acumulada pode transmitir doenças e esconder riscos elétricos

São esperados entre 80 e 110 milímetros de chuva no período para as regiões

A Defesa Civil recomenda medidas preventivas antes e durante a ocorrência de chuvas fortes. Entre elas estão limpar calhas e ralos, verificar as condições dos telhados e prender objetos que possam ser levados pelo vento/Foto: Nair Bueno/ Diário do Litoral

A Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou todo o território paulista em estado de atenção para chuvas entre quinta-feira (22) e sábado (24). A previsão inclui pancadas moderadas a fortes, raios e rajadas de vento, com possibilidade de alagamentos e enxurradas, especialmente em períodos de precipitação intensa.

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O alerta também abrange a capital e a região metropolitana de São Paulo. Segundo o órgão estadual, a sequência de dias chuvosos pode deixar o solo encharcado, elevar o nível de rios e córregos e aumentar o risco de transbordamentos, quedas de árvores e deslizamentos em áreas vulneráveis.

Além dos transtornos no trânsito e dos danos materiais, as tempestades exigem atenção ao contato com a água acumulada nas ruas. A água de enchentes pode estar contaminada por esgoto, lixo e urina de roedores, além de esconder fios elétricos, buracos e objetos cortantes.

Por que é perigoso entrar em contato com a água de enchentes?

A água que se acumula durante alagamentos é bastante suja. Ao percorrer ruas, terrenos e sistemas de drenagem, ela pode entrar em contato com esgoto, resíduos e outros materiais contaminantes.

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Um dos principais riscos é a leptospirose, doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados, especialmente ratos.

Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar e dores musculares, especialmente nas panturrilhas. Em casos graves, a doença pode comprometer os rins e o fígado, provocar hemorragias e exigir internação hospitalar. Os sintomas podem surgir dias ou semanas após a exposição, por isso é importante informar ao profissional de saúde se houve contato com água de enchente.

A bactéria pode entrar no organismo por meio de ferimentos na pele e também pelas mucosas, como as dos olhos, nariz e boca. Mesmo pequenas lesões podem facilitar a infecção.

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Por isso, a orientação é evitar caminhar, nadar ou permitir que crianças brinquem em áreas alagadas. Também não se deve atravessar ruas inundadas de carro, motocicleta ou a pé, já que a força da correnteza pode arrastar pessoas e veículos.

Quais outras doenças podem ser transmitidas pela água contaminada?

Além da leptospirose, a contaminação da água e dos alimentos pode favorecer doenças gastrointestinais e outras infecções, dependendo dos agentes presentes no ambiente.

Procure atendimento médico caso apareçam sintomas após o contato com água ou lama de enchente. Não é necessário esperar o quadro piorar para buscar avaliação.

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Água da chuva também oferece riscos?

A água da chuva que escorre pelas ruas ou fica acumulada em áreas urbanas pode carregar resíduos, poluentes e contaminantes. O risco aumenta quando ela se mistura à água de esgoto ou invade locais com acúmulo de lixo.

Já a água da chuva que cai diretamente sobre a pele não representa, por si só, o mesmo risco de exposição à água de enchentes. O principal cuidado é evitar o contato com água acumulada e com superfícies que possam estar contaminadas ou energizadas.

Outro perigo é a possibilidade de choque elétrico. Durante alagamentos, fios caídos, instalações danificadas e equipamentos energizados podem tornar a água condutora de eletricidade. Por isso, é importante manter distância de postes, cabos e estruturas elétricas em áreas inundadas.

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O que fazer se entrar em contato com água de enchente?

Se o contato for inevitável, a recomendação é adotar medidas para reduzir a exposição à contaminação.

  • Lave a pele com água limpa e sabão assim que possível.
  • Limpe e proteja ferimentos que tenham entrado em contato com a água.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca antes de higienizar as mãos.
  • Não consuma alimentos ou água potável que possam ter sido contaminados.
  • Procure atendimento médico se apresentar sintomas após a exposição e informe quando e onde ocorreu o contato.

Em atividades de limpeza após enchentes, o uso de botas e luvas impermeáveis é recomendado. Objetos e superfícies atingidos pela água também podem precisar de higienização adequada antes de serem utilizados novamente.

Como se proteger durante as tempestades em São Paulo?

A Defesa Civil recomenda medidas preventivas antes e durante a ocorrência de chuvas fortes. Entre elas estão limpar calhas e ralos, verificar as condições dos telhados e prender objetos que possam ser levados pelo vento.

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Durante os temporais, a população deve evitar áreas alagadas, manter distância de rios e córregos e não se abrigar sob árvores, postes ou estruturas metálicas. Também é importante evitar o uso de aparelhos e instalações elétricas que tenham sido atingidos pela água.

Moradores de áreas de encosta devem observar sinais como rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes e estalos no terreno. Ao identificar esses indícios, a orientação é sair da área de risco e acionar a Defesa Civil.

Os alertas oficiais podem ser acompanhados pelos canais do órgão estadual. Para receber avisos por SMS, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. Em situações de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

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A previsão pode mudar conforme a evolução das condições meteorológicas. Por isso, acompanhar os comunicados oficiais e evitar situações de risco são medidas importantes durante o período de instabilidade.