Doria adia volta das aulas para outubro

Plano inicial do governo era retomar as aulas presenciais em 8 de setembro; anúncio deve ser feito nesta sexta-feira

Rede municipal de ensino em Taboão da Serra, na região sudoeste da Grande São Paulo, conta com cerca de 31 mil alunos

Rede municipal de ensino em Taboão da Serra, na região sudoeste da Grande São Paulo, conta com cerca de 31 mil alunos | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O governador João Doria (PSDB) vai adiar o plano de reabertura das escolas no estado de São Paulo para o início de outubro. O anúncio do adiamento será feito nesta sexta (7) em coletiva à imprensa.

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O plano inicial do governo era de liberar a reabertura dos colégios públicos e particulares a partir de 8 de setembro. A condição para a retomada das aulas presenciais era de que todo o estado ficasse por 28 dias na fase amarela, a terceira do plano de reabertura controlada, o que não vai ocorrer.

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Segundo a última avaliação do estado, São Paulo tem hoje apenas 2 regiões nessa fase de abertura -a Grande São Paulo, incluindo a capital, e Araraquara. O restante permanece na fase laranja ou vermelha.

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As instituições de ensino estão fechadas desde 23 de março para mitigar a transmissão do novo coronavírus. Apesar da pressão de escolas particulares para a retomada das aulas, pais, professores e até mesmo prefeitos não têm segurança no retorno.

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Na capital, o secretário municipal de educação, Bruno Caetano, afirmou que era “improvável a retomada das aulas em setembro, se a data fosse mantida pelo governador. Prefeitos de municípios do Grande ABC também já anunciaram que as escolas não serão reabertas neste ano.

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Na noite de quarta (5), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que define medidas sobre a volta às aulas na capital durante pandemia do novo coronavírus. No texto aprovado, consta emenda que prevê que, enquanto durar o período de emergência, ficará a critério dos pais ou responsáveis decidir sobre o retorno de seus filhos às aulas presenciais.