Deputado federal em primeiro mandato e líder da bancada paulista no Congresso Nacional, Vinicius Poit anunciou que pretende dar um passo maior em sua recente carreira política: se tornar governador de São Paulo. Para isso, ainda deve ser escolhido como pré-candidato pelo seu partido, o Novo, dentro do que a legenda chama de “processo seletivo” para a escolha dos nomes para disputar cargos eletivos.
Nesta entrevista à Gazeta, feita na redação do jornal, o deputado explicou por que defende o liberalismo econômico, principal bandeira do Novo. Ele também criticou o atual governador João Doria (PSDB) por aumentar a alíquota do ICMS durante a pandemia, disse que a política precisa de menos “mitadas e lacradas” e afirmou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é “um desastre” na condução da crise sanitária e em relação às propostas liberais. “Esse cara não é liberal, não é a nova política, ele manchou essa ideia”.
Gazeta de S.Paulo – O sr. tem desejo de ser candidato do Novo ao Governo de São Paulo em 2022?
Vinicius Poit – O Novo, diferente dos demais partidos, abre um processo seletivo para os filiados do partido colocarem suas intenções para uma pré-candidatura. Seja deputado estadual, deputado federal, governador, senador ou presidente da República para 2022. No meu caso, a minha intenção é ser pré-candidato do Novo ao governo do Estado. Por isso coloquei o meu nome no processo seletivo. A expectativa é que esse processo dure até o meio do ano e, se tudo der certo, serei pré-candidato ao governo do Estado pelo partido Novo.
GSP – Qual a sua avaliação do governador João Doria na condução da crise?
VP – Uma coisa a gente tem que falar, que é a vacina do Butantan. Essa é uma das vacinas que vai ajudar o Brasil a sair dessa pandemia, dessa crise não somente sanitária, de saúde, mas também econômica. Após a vacina a gente vai poder ir para a rua e a economia ser retomada. Isso a gente tem que reconhecer do governo estadual. Agora, eu ando muito por esse interior do Estado, eu converso muito com empreendedor, e sinto a realidade dele, seja na lojinha, seja o empreendedor do agro. E o descontentamento e a rejeição desse governo são muito grandes, principalmente pela falta de diálogo, de proximidade e de previsibilidade. Por que não chama o empreendedor, explica, conversa, dá previsibilidade? É um governo que ficou longe da realidade do empreendedor.
GSP – Na gestão da pandemia, qual a sua avaliação de Bolsonaro?
VP – Desastre completo. Falha logística, em articulação, em diálogo, em relações internacionais com quem fornece insumo para a gente, em diálogo com governantes. Faltou o mínimo, que é focar no que nos une, focar na vacina, focar no combate à pandemia. Houve negacionismo. É um negócio que não se acredita. Foi na contramão de tudo que foi feito pelo mundo. Está aí: quase 500 mil mortos e um atraso que vamos demorar algumas gerações para recuperar no País.
Leia entrevista na íntegra no site www.gazetasp.com.br. (Bruno Hoffmann)
