‘É hora de unirmos forças’: esquerdistas vão aderir ao ato pelo impeachment no domingo

Promovido por grupos de centro e de direita, o evento também terá a presença de integrantes de partidos de esquerda como PDT, PC do B e PSOL

Temperatura em todo o Estado continua na casa dos 30°C pelas próximas duas semanas, sem probabilidade de chuva

Manhã de sol e calor na região da Avenida Paulista | Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

As manifestações pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro convocadas para o próximo domingo (12) têm ganhado novos escopos desde as falas de teor golpista feitas pelo presidente nos eventos realizados no feriado de 7 de setembro.

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Antes restritas a movimentos e grupos de centro e de direita que fazem oposição a Bolsonaro, como MBL, Vem Pra Rua e Livres, terão também a adesão de representantes da esquerda. Integrantes de partidos como PDT, PC do B e PSOL pretendem comparecer. 

Uma das presenças confirmadas é a da deputada estadual Isa Penna (PSOL). Ela busca articular a presença de outros colegas de partido. 

“Precisamos ir além da dualidade Lula vs Bolsonaro. PT e anti-petismo. Qualquer democracia de verdade possui vozes plurais. Não podemos falar apenas para os nossos”, afirma Penna, em declaração que divulgou justificando seu posicionamento. 

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Segundo ela, as ameaças de Bolsonaro não podem ser menosprezadas. “Estar nas ruas no dia 12 não nos faz menos de esquerda ou menos revolucionários. Mas demonstra maturidade em priorizar a defesa da democracia”, disse, no texto que distribuiu. 

Outro que irá é o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP). “É preciso reunir a oposição de esquerda e direita para combater Bolsonaro. E o programa mínimo dessa união é democracia”, diz Silva. 

O diretório municipal do PDT também confirmou presença. “É hora de unirmos forças da esquerda à direita pelo impeachment desse presidente tirano e incompetente”, afira o presidente da legenda na capital paulista, Antonio Neto. 

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O grande ausente, pelo menos até o momento é o PT, que a princípio rejeita comparecer ao lado de grupos que defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.