Eclipse solar total pode escurecer o dia por mais de 6 minutos

Fenômeno ocorrerá ao longo de uma faixa de totalidade com cerca de 257 quilômetros de largura

Segundo a Nasa, um eclipse solar ocorre quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra

Segundo a Nasa, um eclipse solar ocorre quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra | Daniel Gomez/Unsplash

Embora 2026 ainda não tenha chegado, astrônomos já recomendam atenção especial ao calendário de 2027. No dia 2 de agosto daquele ano, um eclipse solar total deverá escurecer parte da Terra por até 6 minutos e 22 segundos, tornando-se um dos eventos astronômicos mais impressionantes do século.

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De acordo com a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), o fenômeno ocorrerá ao longo de uma faixa de totalidade com cerca de 257 quilômetros de largura.

Apelidado de “Eclipse do Século” pelo site especializado Space, o evento deve ser o eclipse solar total de maior duração observado em terra firme desde 1991. Ainda segundo o portal, não há previsão de um fenômeno semelhante antes de 2114.

Em alguns países o eclipse poderá ser visto com totalidade, como na Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, etc.

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Eclipse solar

A trajetória do eclipse atravessará regiões da África, Europa, Oriente Médio e partes da Ásia Ocidental, passando por países como Marrocos, Espanha, Argélia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Fora da faixa de totalidade, o eclipse será visto de forma parcial, com apenas uma parte do Sol encoberta pela Lua.

O ponto de maior duração da escuridão total será no Egito, onde o eclipse atingirá os 6 minutos e 22 segundos. A sombra da Lua percorrerá a superfície terrestre por cerca de 3 horas e 20 minutos, com início às 8h26 e término às 11h48 (horário de Brasília).

Especialistas explicam que a longa duração do eclipse será resultado de uma combinação de fatores astronômicos. A Terra estará no afélio, posição em que se encontra mais distante do Sol, fazendo com que o astro pareça ligeiramente menor no céu.

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Ao mesmo tempo, a Lua estará no perigeu, seu ponto mais próximo da Terra, além de a sombra cruzar regiões próximas à linha do Equador, onde a velocidade aparente sobre a superfície terrestre é menor.

Como ocorre

O eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente sua luz em áreas específicas do planeta. Essa projeção da sombra lunar cria a chamada faixa de totalidade, na qual o dia se transforma em noite por alguns minutos.

Segundo a Nasa, condições climáticas favoráveis, como céu limpo, serão fundamentais para uma boa observação do fenômeno.

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Antes disso, 2026 também reserva eventos astronômicos relevantes. Em 17 de fevereiro, está previsto um eclipse solar anular, conhecido como “anel de fogo”, visível em partes do Oceano Pacífico e da Antártida — no Brasil, a observação será parcial. Já em 12 de agosto, um eclipse solar cruzará o Ártico, Groenlândia, Islândia, Oceano Atlântico, Portugal e o norte da Espanha, o que já mobiliza agências de turismo.

No mesmo ano, os eclipses lunares incluem um eclipse total em 3 de março, conhecido como Lua de Sangue, visível em várias regiões do Brasil, e outro parcial em 28 de agosto, também com observação possível em diferentes áreas do país.