Electrolux fecha fábricas e anuncia corte de 3 mil funcionários no mundo

Empresa estima uma economia de aproximadamente 1,4 bilhão de coroas suecas no terceiro ano do programa

Mudanças já atingiram unidades no Chile e na Hungria e também envolvem operações nos Estados Unidos e na Itália/Divulgação

A Electrolux iniciou uma reestruturação global que prevê o fechamento de fábricas, mudanças na produção e uma redução líquida de cerca de 3 mil funcionários nos próximos três anos. A fabricante sueca afirma que o objetivo é reduzir custos e tornar a operação industrial mais competitiva.

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A empresa estima uma economia de aproximadamente 1,4 bilhão de coroas suecas no terceiro ano do programa. As mudanças já atingiram unidades no Chile e na Hungria e também envolvem operações nos Estados Unidos e na Itália.

Fábricas são fechadas e produção muda

No Chile, a Electrolux encerrou em abril uma fábrica em Santiago, que empregava cerca de 400 pessoas. Os produtos vendidos no país passarão a ser abastecidos por outras unidades da companhia e fornecedores externos.

Na Hungria, a fábrica de Jászberény, com aproximadamente 600 trabalhadores, terá a produção encerrada até o fim de 2026. A unidade fabrica refrigeradores, e a empresa atribui a decisão à demanda estagnada e à pressão sobre os preços.

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Nos Estados Unidos, a fábrica de Anderson, na Carolina do Sul, deixará de produzir geladeiras e freezers. O complexo será adaptado para fabricar máquinas de lavar e secadoras em parceria com a chinesa Midea. A mudança deve afetar cerca de 1.500 trabalhadores, enquanto a nova operação poderá contratar até 1.200 pessoas entre 2027 e 2028.

Cortes também afetam a Europa

Na Itália, sindicatos negociam com a Electrolux um plano que considera cerca de 1.450 postos excedentes. Outra fábrica, em Cerreto d’Esi, que emprega aproximadamente 170 pessoas, também corre risco de fechamento.

A reestruturação prevê uma redução líquida de 3 mil postos no mundo, mas o número inclui diferentes medidas, como desligamentos, fim de contratos e não reposição de vagas. Em 2025, a Electrolux tinha cerca de 39 mil funcionários globalmente.

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A companhia afirma que a estratégia busca concentrar a produção em operações mais competitivas e adequar a estrutura industrial à demanda dos mercados.