Em 2026, os políticos têm o pior saldo de confiança entre todas as profissões avaliadas em um ranking internacional feito em 31 países

Pesquisa internacional aponta médicos, cientistas e professores no topo da lista. Políticos, influenciadores digitais e ministros de governo aparecem entre os grupos com menor saldo de confiança

Gráfico destaca o saldo de confiança de sete grupos avaliados na pesquisa. (Imagem ilustrativa gerada por IA; dados: Ipsos/Visual Capitalist)

Médicos, cientistas e professores lideram um ranking internacional de confiança em profissões divulgado em 2026. Na outra ponta, políticos, influenciadores de redes sociais e ministros de governo estão entre os grupos com piores avaliações.

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O levantamento ouviu 23.537 adultos em 31 países, entre 19 de junho e 3 de julho. A Visual Capitalist organizou os resultados com base no Ipsos Global Trustworthiness Index 2026.

Um adendo, é que a pesquisa não representa especificamente a opinião dos brasileiros. Além disso, a média considera os países participantes com o mesmo peso, sem ponderação pelo tamanho da população de cada um.

Quem lidera o ranking

Os médicos aparecem em primeiro lugar, com saldo de confiança de 43 pontos, seguidos por cientistas, com 42, e professores, com 37. Esse resultado representa a diferença entre a parcela de entrevistados que considera cada grupo confiável e a que o considera não confiável. Portanto, 43 pontos não significam que 43% dos participantes confiam nos médicos.

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A Ipsos afirma que médicos, cientistas e professores ocupam as três primeiras posições em 27 dos 31 países pesquisados. Na lista compilada pela Visual Capitalist, as Forças Armadas aparecem em quarto lugar, com 16 pontos.

As 20 profissões avaliadas

Veja o saldo de confiança líquida de cada grupo. Os números positivos indicam que a confiança superou a desconfiança; os negativos mostram o contrário.

PosiçãoProfissão ou grupoSaldo de confiança
1Médicos+43
2Cientistas+42
3Professores+37
4Forças Armadas+16
5Personal trainers+10
6Empreendedores de tecnologia+6
7Juízes+5
8Policiais+5
9Advogados0
10Pesquisadores de opinião-2
11Apresentadores de telejornal-3
12Líderes empresariais-8
13Funcionários públicos e servidores civis-9
14Jornalistas-10
15Banqueiros-10
16Líderes religiosos-11
17Executivos de publicidade-26
18Ministros de governo-37
19Influenciadores de redes sociais-44
20Políticos-48

Políticos têm pior avaliação

Os políticos ocupam a última posição, com saldo de -48 pontos. Nas respostas reunidas pela Ipsos, 13% dos entrevistados consideraram esse grupo confiável, enquanto 61% o avaliaram como não confiável. Influenciadores digitais aparecem logo acima, com -44 pontos, e ministros de governo registram -37.

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A lista também aponta avaliações negativas para executivos de publicidade (-26), líderes religiosos (-11), jornalistas e banqueiros (-10 cada). Já os advogados ficaram com saldo zero, o que indica equilíbrio entre as respostas de confiança e desconfiança.

A distância entre médicos e políticos é de 91 pontos na medida de confiança líquida usada no ranking. O resultado mostra a diferença entre as avaliações dos dois grupos, mas não explica, por si só, por que os entrevistados confiam mais em algumas profissões do que em outras.

Diferenças na política e na imprensa

A avaliação varia até dentro de áreas semelhantes. Funcionários públicos e servidores civis tiveram saldo de -9, enquanto ministros de governo marcaram -37. A diferença sugere que os participantes distinguem os profissionais da administração pública das lideranças políticas.

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Na imprensa, apresentadores de telejornal ficaram com -3 pontos, acima dos jornalistas, que registraram -10. Influenciadores de redes sociais aparecem mais abaixo, com -44.

Como o índice mede confiança

A Visual Capitalist calculou o saldo subtraindo a parcela de entrevistados que considera um grupo não confiável daquela que o considera confiável. Assim, uma pontuação positiva indica vantagem das avaliações de confiança; uma negativa mostra predominância da desconfiança.

O levantamento foi realizado pela internet e reúne respostas de adultos em 31 países. Por isso, os resultados descrevem os participantes da pesquisa e não devem ser interpretados como uma medida específica da opinião dos brasileiros nem como um retrato proporcional da população mundial. A classificação completa da Visual Capitalist apresenta os dados por profissão.