Embaixada do Líbano pede ajuda humanitária

Segundo o comunicado, o país precisa de itens alimentícios, assistência médicos e suprimentos cirúrgicos e hospitalares; entidade disponibilizou canais para a doação

No dia 4 de agosto, a região portuária de Beirute foi atingida por explosões causadas por problemas no armazenamento de nitrato de amônio

No dia 4 de agosto, a região portuária de Beirute foi atingida por explosões causadas por problemas no armazenamento de nitrato de amônio | HUSSEIN MALLA/ASSOCIATED PRESS

A Embaixada do Líbano no Brasil publicou uma nota pedindo ajuda humanitária “para o atendimento às vítimas da tragédia e para a reconstrução da área atingida” pela explosão em Beirute.

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De acordo com o comunicado, o país precisa de “itens de gênero alimentício, em especial alimentos básicos, tais como trigo, farinha, grãos e comidas enlatadas de todos os tipos; materiais de construção de todos os tipos, dado o tamanho da destruição causada pela explosão, incluindo equipamentos elétricos e vidro; e instalações e equipamentos necessários para reconstruir e equipar o Porto de Beirute”.

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A Embaixada também mostrou a necessidade do país receber assistência médica e “todos os suprimentos cirúrgicos e hospitalares”.

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Uma tabela com todos os itens solicitados está disponível no site brasileiro. A Embaixada também deixou contatos para aqueles que querem ajudar: WhatsApp (61) 99943-7880 e e-mail [email protected] ou ainda a possibilidade de contato pela Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL) pelo WhatsApp (11) 95485-4899.

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Tragédia

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Ao menos 135 pessoas morreram, 5 mil ficaram feridas e outras 250 mil pessoas estão desabrigadas após a explosão, segundo a agência Reuters.

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Segundo estimativas do governo de Beirute, os danos financeiros devem ser de, no mínimo, US$ 3 bilhões.

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Na última quarta-feira (5), a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) fez um alerta sobre o grave risco de desabastecimento de grãos do país.

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“Os estoques foram gravemente danificados e tememos que, no curto prazo, teremos um problema com a disponibilidade da farinha”, destacou o responsável por Emergências da FAO, Dominique Burgeon, em entrevista à agência francesa AFP.