O jornalista Erlan Bastos, de apenas 32 anos, morreu na manhã deste sábado (17/1), após quase três semanas de internação. Ele foi vítima de tuberculose peritoneal, uma forma rara de tuberculose, conforme informações da família.
A doença provoca inflamação na membrana que reveste a cavidade abdominal, chamada peritônio. A condição costuma causar dor e inchaço na barriga, acúmulo de líquido, febre baixa, suor e cansaço intenso.
Conforme o Ministério da Saúde, a tuberculose extrapulmonar representa uma parcela menor dos casos registrados no País, mas tende a ter diagnóstico mais tardio justamente por apresentar sintomas menos específicos.
Recém-contratado, Erlan trabalhou durante duas semanas na apresentação do Bora Amapá, e foi internado em 30 de dezembro após apresentar fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio durante uma transmissão ao vivo. Ele precisou ser encaminhado ao Hospital de Emergência (HE), onde recebeu cuidados médicos.
Quem era Erlan Bastos
O comunicador nasceu em Manaus, em uma família muito pobre. Mais tarde se mudou para São Paulo, onde chegou a morar na rua. Conseguiu superar as dificuldades e ficou notório pela atuação no jornalismo de entretenimento e bastidores, principalmente após criar A Hora da Venenosa no YouTube.
Em 2020, foi contratado pela Record para apresentar o Balanço Geral Ceará. Também passou por emissoras como Rede TV! Manaus e TV Cidade.
Atualmente, além da emissora piauiense, mantinha o portal de notícias Em Off.
A notícia chocou os fãs, que se lamentaram pelas redes sociais durante toda a manhã deste sábado. Ainda não informações sobre velório.
Emissora lamenta perda
Em nota, a NC TV Amapá lamentou a morte de Erlan Bastos. Leia abaixo, na íntegra:
“Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
Erlan Bastos parte cedo demais, mas deixa uma história que não será esquecida. Nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todo o povo do Amapá.”
