A família da Priscila de Bairros, modelo que morreu no último dia 20, não acredita na versão contada pelo delegado Paulo Bylinsky. Segundo o delegado, a modelo atirou nele após ver uma mensagem de uma ex namorada dele e, em seguida, se matou. O caso ocorreu em um condomínio em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e está sendo investigado como tentativa de assassinato e suicídio.
A modelo morreu no hospital. O delegado foi baleado na bacia, fígado, mão e tórax, mas sobreviveu. Familiares de Priscila não acreditam na versão contada pelo delegado. “Não. Não acreditamos. A família não acredita [na versão de que ela se matou e atirou no namorado]”, disse um familiar de Priscila que pediu para não ser identificado ao G1, portal de notícias da Globo.
A família afirma que não teria como acreditar na história contada, pois a modelo não possuía prática com arma. “Primeiro pelo pouco tempo que ela teria de manuseio com arma. Não acredito que ela teria essa vontade de querer matar outra pessoa. Ela não gostava que maltratasse animal, ela preservava muito a vida, as relações”, completou o familiar.
O casal se conheceu em dezembro do ano passado e dividia um apartamento desde abril deste ano. O advogado da família de Priscila, José Roberto Rodrigues da Rosa, acredita a situação é “inusitada”. “Me parece que foi uma situação muito inusitada dizer que uma mensagem interceptada por ela de uma ex-namorada do doutor Paulo pudesse despertar nela uma ira ao ponto dela disparar todas essas vezes contra o doutor Paulo, e depois virar essa arma para o seu próprio peito e disparar um tiro mortal”, disse o advogado.
O laudo da arma encontrada perto do corpo da modelo indicará se Priscila atirou contra o delegado.
A versão de Paulo foi contada em um vídeo espalhado pela internet, ele ainda não foi ouvido oficialmente.
“Ontem [terça-feira, dia 20], Priscila, minha namorada, viu uma mensagem de antes de ela ir para minha casa. Hoje [quarta-feira], antes de eu sair do banho, ela deu seis tiros em mim. Depois deu um tiro nela mesma”, disse o delegado no vídeo.
A advogada de Paulo, Priscila Silva da Silveira, acredita na história. “Eu acredito na versão dele [de que a namorada tentou mata-lo após ver uma mensagem e depois se matou]”, falou a advogada.
