Feira do Brás pode sofrer intervenção após MPSP apontar dívida de R$ 163 milhões e cobrar medidas da Prefeitura de São Paulo

Promotoria identificou irregularidades na concessão, pendências contratuais e dificuldades operacionais no complexo comercial

O Centro Popular de Compras foi inaugurado em 2021 e reúne milhares de comerciantes no Brás.

O Centro Popular de Compras foi inaugurado em 2021 e reúne milhares de comerciantes no Brás. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

A Feira do Brás entrou em uma nova etapa de apuração nesta quarta-feira (24/9), após o Ministério Público de São Paulo recomendar uma intervenção na concessão que administra o espaço. A medida foi encaminhada à Prefeitura de São Paulo por causa de problemas identificados na execução do contrato.

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MPSP pede intervenção na Feira do Brás

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou que a Prefeitura e a SP Regula intervenham na concessão da Feira da Madrugada. O espaço é administrado pela empresa Circuito de Compras.

A recomendação faz parte de um inquérito civil. A investigação acompanha o cumprimento das obrigações assumidas pela concessionária.

O MPSP apontou uma dívida de cerca de R$ 163 milhões. O valor está relacionado às obrigações financeiras da empresa com o município.

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A recomendação estabelece prazo de 15 dias para que a Prefeitura e a agência reguladora adotem as medidas solicitadas. A intervenção ainda depende de decisão do poder público.

Quais problemas foram identificados

A apuração também encontrou pendências relacionadas aos investimentos previstos no contrato. O Ministério Público registrou ainda dificuldades na operação do empreendimento.

Outro ponto citado envolve a ocupação do espaço. A investigação identificou áreas com baixa utilização dentro do complexo comercial.

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Relatos apresentados por comerciantes também entraram na apuração. Eles mencionaram aumento dos custos para ocupar os boxes e perda de atratividade comercial.

Segundo as informações reunidas pelo MPSP, parte dos vendedores continua trabalhando em vias públicas do Brás e do Pari. A situação aparece entre os pontos analisados pela Promotoria.

Como funciona a concessão do espaço

A Feira da Madrugada integra o Circuito das Compras de São Paulo. O projeto foi criado para organizar áreas de comércio popular e ampliar a estrutura destinada aos comerciantes.

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A Prefeitura assinou a concessão em 2015. O contrato prevê implantação, operação, manutenção e exploração econômica do complexo.

O projeto original previa pelo menos 4 mil boxes no Centro Popular de Compras. Também estavam previstos espaços comerciais, áreas de armazenamento, alimentação e serviços para visitantes.

O Centro Popular de Compras foi inaugurado em 2021. A estrutura ocupa uma área de 182 mil metros quadrados no Brás.

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O que pode acontecer agora

A recomendação do MPSP não significa que a concessão já tenha sido encerrada. A Prefeitura ainda precisa analisar o pedido e definir as providências administrativas.

Enquanto isso, a Feira do Brás continua funcionando. O local reúne comerciantes de roupas, eletrônicos e outros produtos populares.

A concessionária Circuito de Compras foi procurada sobre a recomendação, mas não havia apresentado manifestação até a publicação da informação de referência.

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A situação agora depende da análise da Prefeitura e da SP Regula. O desdobramento pode definir os próximos passos para a administração do espaço e para os comerciantes que trabalham no complexo.