Veto a bets pode mudar relação com clubes e governo prepara medidas antes de publicar MP nesta sexta-feira (25/9)

Governo analisa linhas de financiamento e acordos para dívidas de equipes afetadas pela mudança nas regras das apostas

Senado aprova destinação de parte dos impostos das bets para reforçar a estrutura e as investigações da Polícia Federal (Foto: Bruno Peres, Agência Brasil)

Os principais clubes brasileiros afirmaram que as plataformas de apostas representam uma fonte relevante de receita para o futebol. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O veto a bets entra na pauta do governo federal nesta sexta-feira (25/9), em São Paulo, com uma medida provisória em preparação para mudar as regras das apostas no país. Antes da publicação do texto, o governo ainda avalia os efeitos sobre clubes de futebol e possíveis medidas para reduzir perdas financeiras.

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Governo avalia impacto do veto a bets nos clubes

A principal questão envolve as receitas que os clubes recebem de empresas de apostas. O setor passou a ter presença relevante no futebol brasileiro após a regulamentação das apostas de quota fixa.

A legislação atual permite a operação de empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Desde janeiro de 2025, somente operadores autorizados podem atuar nacionalmente.

A Lei nº 14.790, de 2023, também criou regras específicas para o setor esportivo. A legislação prevê repasses relacionados ao uso de nomes, marcas, imagens e outros direitos de organizações esportivas.

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Esse modelo pode ser afetado caso o governo avance com a proibição anunciada para esta sexta. Segundo a apuração divulgada pela CNN Brasil, o governo avalia alternativas para diminuir o impacto financeiro sobre os times.

Quais medidas podem ajudar os clubes

Entre as possibilidades informadas estão linhas de crédito com juros menores e uma renegociação de dívidas. As medidas ainda dependem da definição do governo e do formato que será adotado.

O objetivo seria oferecer alternativas aos clubes que possuem receitas ligadas ao mercado de apostas. A discussão ocorre antes da edição da medida provisória prevista para esta sexta.

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A própria regulamentação federal mostra que o futebol passou a integrar diretamente o modelo econômico das apostas. A legislação estabelece destinações específicas para entidades esportivas e atletas em determinadas situações.

Como funciona hoje o mercado de apostas

Atualmente, o mercado brasileiro funciona por meio de autorização e fiscalização federal. O Ministério da Fazenda utiliza o Sistema de Gestão de Apostas para controlar informações e acompanhar as operações autorizadas.

O governo também mantém regras para publicidade, jogo responsável e proteção dos consumidores. Em julho de 2026, uma portaria interministerial criou novas exigências para a publicidade de apostas e proibiu campanhas direcionadas a crianças e adolescentes.

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Além disso, a Secretaria de Prêmios e Apostas publicou em setembro uma norma para ampliar o combate ao mercado ilegal. A medida permite ações contra transações financeiras relacionadas a operadores não autorizados.

O que falta definir sobre a medida provisória

A medida provisória ainda precisa ter seu texto oficialmente publicado para que seja possível conhecer todas as regras. A partir disso, será possível identificar quais modalidades serão atingidas e quais prazos serão estabelecidos.

Uma MP tem força de lei após sua publicação, mas precisa passar pela análise do Congresso Nacional. A tramitação pode manter, alterar ou rejeitar as regras apresentadas pelo Executivo.

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Enquanto isso, o governo segue tratando dos efeitos sobre o futebol. O veto a bets, caso seja formalizado nos termos informados, poderá alterar uma fonte de receita que hoje faz parte da estrutura financeira de clubes e competições.

Novas informações sobre o texto oficial e as medidas destinadas aos clubes devem esclarecer os próximos passos do mercado de apostas no Brasil.