Fim dos postes em São Paulo? Entenda o projeto de lei contra a fiação aérea na Capital

Proposta da vereadora Cris Monteiro (NOVO) prevê o enterramento progressivo de cabos para reduzir apagões após temporais atingirem a cidade

Vereadora de São Paulo faz uma proposta de lei para aterrar os fios. (Foto: Pexels)

Vereadora de São Paulo faz uma proposta de lei para aterrar os fios. (Foto: Pexels)

Atualmente dominada por redes de fiação aérea, a paisagem urbana de São Paulo pode passar por mudanças caso o projeto de lei da vereadora Cris Monteiro (NOVO) seja aprovado.

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A proposta prevê o fim dos postes de iluminação e transmissão através da obrigatoriedade do enterramento dos cabos elétricos e de telecomunicações.

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Quem é Cris Monteiro e qual sua proposta?

Com uma carreira consolidada na direção de grandes instituições financeiras, Cris Monteiro trouxe para a Câmara Municipal uma visão focada em modernização, tecnologia e inovação.

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Atualmente em seu segundo mandato, ela defende que São Paulo não pode mais aceitar uma rede elétrica tão vulnerável.

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Em setembro de 2023, a parlamentar protocolou um projeto de lei que obriga a Prefeitura a elaborar, em até 180 dias, um plano de ordenamento do subsolo.

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O objetivo é claro: criar as diretrizes para que a fiação de São Paulo seja enterrada, seguindo o exemplo de grandes metrópoles globais.

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Para a vereadora, o fim dos postes não é apenas uma melhoria estética, mas uma questão de segurança pública e continuidade do serviço de energia.

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Por que o enterramento de fios ainda não avançou?

Se a solução parece óbvia, o caminho para executá-la é complexo e envolve números astronômicos. Estima-se que o custo para enterrar toda a fiação da capital poderia chegar a R$ 100 bilhões.

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Hoje, cerca de 94% da malha elétrica de São Paulo ainda depende de postes, e as tentativas anteriores de mudar essa realidade esbarraram em disputas judiciais. Veja os principais obstáculos apontados:

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  • Custos de implementação: As concessionárias alegam que o investimento elevaria drasticamente a conta de luz.
  • Mapeamento impreciso: O subsolo paulistano é um “quebra-cabeça” com mapas falhos de dutos de água, gás e esgoto, o que torna as obras lentas e quase artesanais.
  • Responsabilidade financeira: O debate central é sobre “quem paga a conta” – se a prefeitura, as empresas de energia e telecomunicações ou os próprios moradores.

O impacto direto na sua rotina

A fiação subterrânea poderia ter mitigado boa parte dos problemas causados pelas chuvas intensas. Sem os fios expostos, a queda de galhos e árvores não interromperia o fornecimento de energia com a frequência que vemos hoje.

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Além da eletricidade, o projeto de Cris Monteiro também mira na organização das redes de telecomunicações (internet e telefone), que frequentemente deixam cabos soltos e perigosos pelas calçadas.

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Projetos pontuais, como o realizado na Rua Oscar Freire e na Vila Olímpia, mostram que, embora o processo seja lento e caro, o resultado traz uma requalificação urbana sem precedentes.

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O futuro do projeto “SP Sem Fios”

Atualmente, existe um programa municipal chamado “SP Sem Fios”, mas ele é considerado modesto por especialistas, visando eliminar apenas cerca de 65 quilômetros de fiação aérea até o fim de 2024.

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O projeto de Cris Monteiro busca acelerar esse ritmo, exigindo que a Prefeitura defina responsabilidades claras para viabilizar o enterramento em larga escala.

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A proposta está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça e promete ser um dos temas centrais nas discussões sobre infraestrutura urbana.