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Cotidiano

Fraudes em postos de combustível aumentam: confira principais golpes

Fraudes mais sofisticadas deixando os motoristas cada vez mais vulneráveis

Monise Souza

30/08/2025 às 13:45

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Acompanhar todo o processo de abastecimento é fundamental para evitar prejuízos

Acompanhar todo o processo de abastecimento é fundamental para evitar prejuízos | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

Abastecer em um posto de combustível que não conhece pode ser arriscado. Fraudes mais sofisticadas, muitas vezes envolvendo crime organizado, vão além da gasolina adulterada, deixando os motoristas cada vez mais vulneráveis.

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Apenas nesta semana, uma megaoperação nacional que desarticulou um crime de fraude em postos reuniu cerca de 1.400 agentes para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em oito estados.

Para o Autoesporte, Carlo Faccio, diretor-executivo do Instituto Combustível Legal (ICL), explicou os principais golpes aplicados nos postos. Desde 2016, o ICL atua no combate ao mercado irregular e na fiscalização da qualidade dos combustíveis no Brasil.

Além disso, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) divulgou um guia com recomendações para aumentar a segurança e a transparência ao abastecer. A autarquia reforça que acompanhar todo o processo de abastecimento é fundamental para evitar prejuízos.

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Principais golpes

  1. Gasolina adulterada com etanol, solvente e metanol

O ICL utiliza o método do “cliente misterioso”, em que um carro vai anonimamente aos postos para aferir a qualidade do combustível. Só em 2025, o instituto fez mais de 2 mil visitas, gerando 700 denúncias. Já foram encontradas misturas com até 80% de etanol, acima do limite de 30%.

Adulterações com metanol, nocivo e corrosivo, também foram registradas em regiões como Campinas e Sorocaba (SP). Além disso, há postos que trocam combustíveis nas bombas para cobrar preços mais altos do que os corretos.

  1. Etanol adulterado com água

A prática mais comum é adicionar água ao etanol, chegando a injetá-la diretamente no tanque do carro. Isso reduz a eficiência e pode prejudicar componentes como os bicos injetores. Faccio recomenda abastecer apenas em postos de procedência conhecida, preferencialmente com bandeira oficial.

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  1. “Bomba burra” e fraude volumétrica

Alguns postos manipulam os mostradores das bombas, fazendo com que o volume indicado seja menor que o real. Conhecidas como “bombas chipadas” ou “bombas burras”, podem ser controladas remotamente. A orientação do ICL é abastecer pedindo litros, não valores em dinheiro, e conhecer a capacidade do tanque.

  1. Postos clones

Alguns estabelecimentos imitam redes famosas, oferecendo preços mais baixos para atrair clientes. Faccio alerta que o diferencial de preço de R$ 0,40 pode indicar fraude. Esses postos falsos enganam milhares de motoristas por semana.

  1. Pagamento somente em dinheiro ou Pix

Postos que não aceitam cartão podem estar facilitando lavagem de dinheiro e oferecendo combustível de baixa qualidade. Faccio recomenda desconfiar de pagamentos apenas em dinheiro, especialmente em horários de fiscalização mais fraca.

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  1. Óleo lubrificante com especificação falsa

Óleos fora da especificação ou reutilizados já circulam em alguns postos. O especialista recomenda sempre verificar o selo de aprovação da ANP e exigir nota fiscal na troca.

Recomendações

Confira algumas das recomendações do Ipem-SP para evitar golpes:

  • Acompanhar o abastecimento: conferir se o combustível corresponde ao solicitado e se a bomba inicia em zero;
  • Checar preços: verificar se o valor na bomba é igual ao anunciado, observando diferenças entre dinheiro, débito e crédito;
  • Conferir o volume: solicitar o teste com o aferidor de 20 litros, obrigatório em todos os postos;
  • Não ultrapassar o ponto de desligamento automático do bico: evitar forçar mais combustível no tanque;
  • Exigir nota fiscal: deve informar o valor pago e a quantidade de litros abastecidos.

O Ipem-SP também recomenda usar abastecimentos anteriores em postos de confiança como referência, já que a capacidade indicada no manual do veículo pode variar até 20% em relação ao volume real do tanque.

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Analisar a reputação do posto e pedir indicações a amigos e familiares são medidas importantes para não cair em golpes. Denúncias à ANP e ao ICL também ajudam a reduzir fraudes e proteger os motoristas.

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