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Acompanhar todo o processo de abastecimento é fundamental para evitar prejuízos | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo
Abastecer em um posto de combustível que não conhece pode ser arriscado. Fraudes mais sofisticadas, muitas vezes envolvendo crime organizado, vão além da gasolina adulterada, deixando os motoristas cada vez mais vulneráveis.
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Apenas nesta semana, uma megaoperação nacional que desarticulou um crime de fraude em postos reuniu cerca de 1.400 agentes para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em oito estados.
Para o Autoesporte, Carlo Faccio, diretor-executivo do Instituto Combustível Legal (ICL), explicou os principais golpes aplicados nos postos. Desde 2016, o ICL atua no combate ao mercado irregular e na fiscalização da qualidade dos combustíveis no Brasil.
Além disso, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) divulgou um guia com recomendações para aumentar a segurança e a transparência ao abastecer. A autarquia reforça que acompanhar todo o processo de abastecimento é fundamental para evitar prejuízos.
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O ICL utiliza o método do “cliente misterioso”, em que um carro vai anonimamente aos postos para aferir a qualidade do combustível. Só em 2025, o instituto fez mais de 2 mil visitas, gerando 700 denúncias. Já foram encontradas misturas com até 80% de etanol, acima do limite de 30%.
Adulterações com metanol, nocivo e corrosivo, também foram registradas em regiões como Campinas e Sorocaba (SP). Além disso, há postos que trocam combustíveis nas bombas para cobrar preços mais altos do que os corretos.
A prática mais comum é adicionar água ao etanol, chegando a injetá-la diretamente no tanque do carro. Isso reduz a eficiência e pode prejudicar componentes como os bicos injetores. Faccio recomenda abastecer apenas em postos de procedência conhecida, preferencialmente com bandeira oficial.
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Alguns postos manipulam os mostradores das bombas, fazendo com que o volume indicado seja menor que o real. Conhecidas como “bombas chipadas” ou “bombas burras”, podem ser controladas remotamente. A orientação do ICL é abastecer pedindo litros, não valores em dinheiro, e conhecer a capacidade do tanque.
Alguns estabelecimentos imitam redes famosas, oferecendo preços mais baixos para atrair clientes. Faccio alerta que o diferencial de preço de R$ 0,40 pode indicar fraude. Esses postos falsos enganam milhares de motoristas por semana.
Postos que não aceitam cartão podem estar facilitando lavagem de dinheiro e oferecendo combustível de baixa qualidade. Faccio recomenda desconfiar de pagamentos apenas em dinheiro, especialmente em horários de fiscalização mais fraca.
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Óleos fora da especificação ou reutilizados já circulam em alguns postos. O especialista recomenda sempre verificar o selo de aprovação da ANP e exigir nota fiscal na troca.
Confira algumas das recomendações do Ipem-SP para evitar golpes:
O Ipem-SP também recomenda usar abastecimentos anteriores em postos de confiança como referência, já que a capacidade indicada no manual do veículo pode variar até 20% em relação ao volume real do tanque.
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Analisar a reputação do posto e pedir indicações a amigos e familiares são medidas importantes para não cair em golpes. Denúncias à ANP e ao ICL também ajudam a reduzir fraudes e proteger os motoristas.
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