O Governo de São Paulo promove a partir desta segunda-feira (27) a campanha de vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil). A ação acontece até o dia 14 de junho em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A imunização prevê a participação de todas as crianças menores de cinco anos.
O que levar para se vacinar
- Caderneta de vacinação;
- CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS).
Esquema de vacinação
A vacinação não ocorre mais com a aplicação de duas gotas. O medicamento agora é injetado. O Ministério da Saúde anunciou em 2023 a substituição gradual da vacina contra poliomielite pela versão inativada (VIP) nos postos de saúde de todo o Brasil.
A vacina está disponível para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias. A aplicação agora é em quatro doses injetáveis aos 2, 4, 6 e 15 meses. Confira:
- Adoção exclusiva da forma injetável como reforço aos 15 meses, substituindo a forma oral do imunizante;
- Desde o primeiro semestre de 2024, crianças que completarem as três primeiras doses da vacina recebem apenas um reforço com a VIP (injetável) aos 15 meses.
- Depois disso, ocorre o esquema vacinal de quatro doses que garantirá proteção contra a pólio. A dose de reforço aos 4 anos se torna desnecessária.
Riscos de não vacinar
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o possível retorno da doença no Brasil. O objetivo é alcançar uma cobertura vacinal de 95% ou mais da população.
Os índices de vacinação contra a poliomielite vinham apresentando uma queda desde 2016, última vez em que o país superou a marca de 90% de cobertura vacinal do público-alvo. A meta do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é vacinar entre 90% e 95% das crianças menores de 5 anos.
Segundo o governo, no ano de 2022 a cobertura vacinal em todo o estado foi de 77,13%. Já em 2023, ficou em 85,65%, de acordo com o painel de monitoramento das coberturas Vacinais do Ministério da Saúde.
O que é poliomielite
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus que vive no intestino, chamado de poliovírus. Embora ocorra com maior frequência em menores de cinco anos, também pode infectar adultos.
Sintomas:
Na maior parte dos casos, os infectados apresentam poucos sintomas ou nenhum, mas podem apresentar um quadro semelhante à gripe, com:
- Febre;
- Dor de garganta;
- Infecções gastrintestinais;
- Náusea;
- Vômito;
- Constipação e;
- Dor abdominal.
Cerca de 1% dos infectados pela doença, especialmente crianças com menos de cinco anos, podem sofrer com graves sintomas da doença, como:
- Ataque no sistema nervoso;
- Paralisia flácida aguda permanente;
- Insuficiência respiratória;
A paralisia pode levar até ao óbito. Não existe tratamento específico para a poliomielite sendo feito conforme o quadro clínico do paciente.
Polio estava praticamente erradicada
A poliomielite foi uma doença praticamente erradicada no Brasil devido a intensas campanhas de vacinação. No entanto, a queda na cobertura vacinal nos últimos anos tem levantado preocupações sobre o possível retorno da doença, destacando a importância da vacinação contínua para manter a população protegida.
Transmissão
A doença é transmitida através da boca, a partir do contato direto com fezes contaminadas ou por água e alimentos contaminados.
O vírus se multiplica nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso central (medula e cérebro).
Prevenção
A principal forma de prevenção contra a poliomielite é com a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
*Texto sob supervisão de Lara Madeira
