Häagen-Dazs no Brasil: por que a marca fechou as portas mesmo com o mercado premium de sorvetes em alta no país?

Enquanto o consumo de gelatos gourmet cresce mais de 10% ao ano, a Häagen-Dazs encerrou lojas físicas devido aos custos operacionais e alta do dólar

Entenda o que faz com que a Häagen-Dazs tenha deixado o Brasil/ Divulgação/ General Mills

A marca de sorvetes Häagen-Dazs encerrou a operação de todas as suas lojas físicas no Brasil após uma revisão estratégica global, surpreendendo consumidores em um momento em que o mercado de sorvetes premium avança acima de 10% ao ano no país.

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A decisão foi motivada pela alta volatilidade cambial, custos logísticos complexos para produtos importados e a necessidade de rentabilizar o negócio focado na distribuição em redes de supermercados.

A saída do varejo direto ocorreu apesar do apetite crescente dos brasileiros por sobremesas gourmet, revelando um contraste entre o sucesso da categoria e os desafios operacionais de manter lojas próprias de alta renda no país.

O dilema entre o luxo das lojas e os custos de importação

Manter unidades próprias exigia uma estrutura de alto custo em shopping centers e endereços nobres, além de uma cadeia de frio impecável para preservar a textura do produto fabricado no exterior. Com a oscilação do dólar, o repasse de preços ao consumidor tornou-se um limite delicado.

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Paralelamente, a ascensão das gelaterias artesanais locais acelerou a concorrência no segmento de passeio, oferecendo produtos frescos feitos diariamente com apelo de experiência imediata aos clientes.

Por que a Häagen-Dazs fechou as lojas físicas no Brasil?

A Häagen-Dazs fechou suas sorveterias próprias no Brasil porque a operação de lojas de rua e shopping mantinha uma margem de lucro pressionada por custos imobiliários e taxas de importação, optando por migrar 100% do modelo para a venda de potes no varejo.

Ao focar em supermercados e empórios selecionados, a marca reduziu drasticamente os custos fixos operacionais, mantendo a presença no país de forma mais rentável e competitiva para a sua cadeia global.

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O novo ecossistema dos sorvetes gourmet no país

A reformulação da presença da marca reflete a maturação do consumo brasileiro, que continua disposto a pagar mais por qualidade, mas busca conveniência nos canais tradicionais de compra.

O encerramento das lojas não significou o fim da marca, mas sim uma readequação de modelo de negócio frente às exigências econômicas e logísticas do mercado nacional.