A Prefeitura de São Paulo entrou com uma ação na Justiça solicitando que nesta sexta-feira (7/6) a frota de ônibus seja 100% mantida nos horários de pico e ao menos 80% da frota nos demais horários, sob pena de multa diária.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que uma audiência de conciliação sobre a greve dos motoristas de ônibus seja realizada nesta quarta-feira (5) para definição.
A proposta foi feita por meio da SPTrans e da Procuradoria Geral do Município (PGM) por conta da greve de ônibus aprovada para esta sexta-feira.
Paralisação confirmada
Após Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (3), em frente à Prefeitura de São Paulo, o diretor do sindicato, Nailton Francisco, que representa motoristas de ônibus, cobradores e demais funcionários do sistema de transportes da cidade de São Paulo, confirmou com exclusividade à Gazeta a greve a partir do dia 7 de junho.
Reivindicações
A decisão foi tomada devido à falta de acordo com as empresas de transporte em relação à campanha salarial. Veja o que pede os funcionários:
- Reajuste salarial de 3,69% pelo IPCA-IBGE;
- Aumento real de 5%;
- Reposição das perdas salariais na pandemia;
- Convênio médico;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim da 1 hora de refeição não remunerada;
- Propostas específicas para os setores de manutenção;
Propostas apresentadas
Veja as propostas que foram apresentadas pelas empresas:
- Reajuste salarial de 2,77%;
- Composição salarial a partir de setembro;
Durante assembleia, o sindicato rejeitou as propostas das empresas. A paralisação será por tempo indeterminado e afetará garagens e terminais de ônibus em toda a cidade de São Paulo.
*Texto sob supervisão de Lara Madeira
