Greve dos professores de SP: sindicato confirma paralisação de 48h

APEOESP orienta mobilização nas escolas nesta quinta-feira e paralisação total na sexta com assembleia no MASP; entenda como será o movimento

Professores da rede estadual de São Paulo iniciam paralisação de 48 horas nesta quinta-feira

Professores da rede estadual de São Paulo iniciam paralisação de 48 horas nesta quinta-feira | Reprodução

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo iniciam, nesta quinta-feira (9/4), uma paralisação de 48 horas convocada pela APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP).

O movimento, no entanto, terá um caráter gradual: enquanto o primeiro dia será dedicado à conscientização da comunidade escolar, a sexta-feira (10/4) deve registrar a suspensão total das atividades em diversas unidades para a realização de uma assembleia geral no vão livre do MASP.

Apesar da confirmação por parte das bases sindicais à Gazeta, como a subsede da Vila Mariana, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) não reconhece a oficialidade do movimento.

Quinta-feira (9/4): Mobilização nas escolas

Diferente de greves tradicionais com portões fechados desde o primeiro minuto, a orientação do sindicato para esta quinta-feira (9/4) é de mobilização interna.

O objetivo é fortalecer a base e dialogar com quem utiliza o serviço público.

Sexta-feira (10/4): Paralisação total e Assembleia no MASP

Na sexta-feira (10/4), a estratégia muda para a paralisação efetiva. Professores de todo o estado são convocados a cruzar os braços e seguir para a capital paulista.

  • O evento: Assembleia Estadual no vão livre do MASP, às 16h.
  • O que será decidido: A categoria votará se as negociações com o Governo de São Paulo avançaram ou se a rede entrará em greve por tempo indeterminado.
  • Reivindicação salarial: A categoria cobra o cumprimento integral da jornada do piso nacional, que em 2026 está fixado em R$ 5.130,63.

Reivindicações da APEOESP

Segundo o sindicato, a paralisação ocorre em meio a uma série de reivindicações ligadas à carreira, condições de trabalho e políticas educacionais.

Entre os principais pontos apresentados pela categoria estão:

  • Reajuste do piso nacional no salário-base, com impacto em toda a carreira
  • Aplicação correta da jornada do piso, com divisão entre aulas com e sem estudantes
  • Retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa da Educação
  • Revogação do modelo de avaliação de desempenho considerado punitivo
  • Garantia de atribuição de aulas de forma presencial e transparente
  • Ampliação da oferta de aulas no período noturno, incluindo ensino regular e EJA
  • Fortalecimento da educação especial inclusiva
  • Convocação de mais professores concursados
  • Pagamento de valores retroativos ligados ao tempo de serviço congelado na pandemia
  • Devolução de valores descontados de aposentados e pensionistas

O sindicato também defende que não haja professores sem aula nem estudantes sem professores, apontando problemas na distribuição de turmas e na organização da rede.