O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um balanço sobre o perfil do eleitorado apto a votar nas Eleições 2026. O contingente nacional cresceu de 156,5 milhões de eleitores em 2022 para 158,7 milhões no levantamento atual. A evolução numérica vem acompanhada de um crescimento do eleitorado feminino, e dos eleitores mais velhos. Jovens sofrem queda, em comparação a 2024.
Segundo os dados do TSE o eleitorado feminino será maioria nessas eleições. Hoje, representam 53% do total do eleitorado, com quase 84 milhões de títulos.
O peso geográfico
A distribuição geográfica confirma que o eixo das decisões passa diretamente pelas grandes capitais e regiões metropolitanas.
O estado de São Paulo se mantém como o maior colégio eleitoral do Brasil, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Somados, esses cinco estados respondem por mais de 50% do eleitorado do País.
Cargos em disputa e mudança demográfica
Em outubro, os cidadãos vão às urnas para definir seis posições de liderança no Executivo e no Legislativo: presidente e vice-presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital).
O relatório do TSE aponta transformações demográficas profundas que influenciam a formulação das propostas urbanas:
- Eleitorado Feminino: 53% do total (84 milhões de eleitoras)
- Eleitores 60 anos ou mais: 37 milhões (23% do total) era 32 mi em 2022
- Eleitores de 21 a 34 anos: 41 milhões, era 44 mi em 2022
- Jovens até 18 anos: 3,5 milhões (2,25% do total)
O mapeamento de raça e cor também expandiu suas marcas registradas: pardos somam quase 17 milhões, brancos registram 11 milhões, pretos somam 3,5 milhões e indígenas alcançam 280 mil eleitores inscritos.
Escolaridade elevada e pragmaticidade nas escolhas
O nível de instrução do eleitorado atingiu patamares que alteram a relação com a comunicação política. O ensino médio completo figura como a principal faixa de escolaridade, enquanto o grupo com ensino superior concluído engloba cerca de 18 milhões de pessoas.
Simultaneamente, o eleitor das grandes cidades demonstra menor fidelidade a siglas e lideranças tradicionais, optando por avaliações pragmáticas sobre segurança, saúde, transporte e oportunidades de emprego.
Eficiência da comunicação de massa nas grandes metrópoles
Embora o país registre mais de 168 milhões de usuários ativos na internet, o impacto das redes sociais frequentemente fica limitado a bolhas de militância que não refletem o eleitor mediano. Nas disputas municipais de 2024, 75% dos candidatos que contavam com as maiores fatias no horário eleitoral gratuito de televisão e rádio saíram vitoriosos.
A televisão, o rádio e os portais jornalísticos consolidados permanecem como pontes essenciais para atingir a ampla massa de eleitores indecisos nos grandes centros urbanos, que decidirão o pleito na reta final de outubro.








