Greve no Metrô: decisão sobre paralisação sai nesta terça-feira

Metroviários protestam contra a redução do quadro de funcionários e possíveis alterações no plano de saúde

Trabalhadores do Metrô de SP votam nesta terça-feira (12/5) indicativo de greve | Gabriel da Sobreira/Wikimedia Commons

Uma assembleia marcada para o fim da tarde desta terça-feira (12/5) irá definir se os metroviários de São Paulo irão cruzar os braços e paralisar as operações do Metrô de São Paulo já nas primeiras horas de quarta-feira (13/5).

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O encontro, convocado pelo Sindicato dos Metroviários, acontece às 18h e deve decidir os rumos da mobilização da categoria, que cobra avanços nas negociações com o governo estadual e a direção da companhia.

Entre os principais pontos apresentados pelos trabalhadores estão a realização de concursos públicos, mudanças relacionadas ao plano de saúde, negociações sobre a Participação nos Resultados (PR) de 2026 e discussões sobre o plano de carreira.

O que será decidido na assembleia

Segundo o sindicato, o sistema opera atualmente com redução no quadro de funcionários em comparação aos últimos dez anos.

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A entidade afirma que a diminuição de trabalhadores tem impactado as condições de trabalho dentro do sistema metroviário.

Os metroviários também criticam o avanço da terceirização em setores do Metrô e apontam preocupação com possíveis alterações nos custos do plano de saúde, incluindo aumento nos descontos aplicados nos salários e cobranças maiores em procedimentos médicos.

Catraca livre

Em comunicado divulgado nas redes sociais e no site oficial, o sindicato afirmou que a greve ainda pode ser evitada caso o governo estadual e a direção do Metrô avancem nas negociações e atendam às reivindicações da categoria.

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A entidade também voltou a defender a proposta de “catraca livre” durante a possível paralisação.

Segundo os trabalhadores, o funcionamento do sistema poderia ser mantido caso o governo autorizasse a liberação gratuita do acesso aos passageiros.

A assembleia será realizada na sede do sindicato, localizada na Rua Padre Adelino, 700, no Belém, zona leste da capital paulista. Caso a paralisação seja aprovada, a greve deve começar à 0h desta quarta-feira (13/5).