Uma assembleia marcada para o fim da tarde desta terça-feira (12/5) irá definir se os metroviários de São Paulo irão cruzar os braços e paralisar as operações do Metrô de São Paulo já nas primeiras horas de quarta-feira (13/5).
O encontro, convocado pelo Sindicato dos Metroviários, acontece às 18h e deve decidir os rumos da mobilização da categoria, que cobra avanços nas negociações com o governo estadual e a direção da companhia.
Entre os principais pontos apresentados pelos trabalhadores estão a realização de concursos públicos, mudanças relacionadas ao plano de saúde, negociações sobre a Participação nos Resultados (PR) de 2026 e discussões sobre o plano de carreira.
O que será decidido na assembleia
Segundo o sindicato, o sistema opera atualmente com redução no quadro de funcionários em comparação aos últimos dez anos.
A entidade afirma que a diminuição de trabalhadores tem impactado as condições de trabalho dentro do sistema metroviário.
Os metroviários também criticam o avanço da terceirização em setores do Metrô e apontam preocupação com possíveis alterações nos custos do plano de saúde, incluindo aumento nos descontos aplicados nos salários e cobranças maiores em procedimentos médicos.
Catraca livre
Em comunicado divulgado nas redes sociais e no site oficial, o sindicato afirmou que a greve ainda pode ser evitada caso o governo estadual e a direção do Metrô avancem nas negociações e atendam às reivindicações da categoria.
A entidade também voltou a defender a proposta de “catraca livre” durante a possível paralisação.
Segundo os trabalhadores, o funcionamento do sistema poderia ser mantido caso o governo autorizasse a liberação gratuita do acesso aos passageiros.
A assembleia será realizada na sede do sindicato, localizada na Rua Padre Adelino, 700, no Belém, zona leste da capital paulista. Caso a paralisação seja aprovada, a greve deve começar à 0h desta quarta-feira (13/5).
