Grupo GMG doa 100 livros ao Graacc e leva leitura, imaginação e acolhimento a crianças em tratamento contra o câncer

Pacientes do hospital participaram de uma manhã de leitura, brincadeiras e contação de histórias durante a entrega de 100 livros e 100 bolinhas inspiradas na obra Viagem ao Planeta Poin Poin

GRAACC leva leitura a crianças com câncer após doação /Gazeta de S.Paulo/Yuri Villaça

Literatura, brincadeiras e imaginação marcaram a manhã desta terça-feira (14/7) no Hospital do GRAACC, em São Paulo.

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Em parceria com o grupo GMG, a instituição promoveu um dia de leitura na brinquedoteca e entregou 100 exemplares do livro “Viagem ao Planeta Poin Poin”, acompanhados de 100 bolinhas inspiradas na história, para crianças em tratamento contra o câncer.

A iniciativa reuniu pacientes, familiares, voluntários e parceiros em um momento de descontração dentro da rotina hospitalar.

Além da distribuição dos presentes, duas palhaças conduziram atividades para entreter as crianças durante o evento.

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As artistas foram oferecidas pela presidente da Assistência social da comunidade Taiwanesa no Brasil, Eiko Chin.

Escrito por Hiram Baroli, diretor-geral do Grupo GMG, responsável pelos jornais Gazeta de S.Paulo e Diário do Litoral, o livro nasceu das histórias que o autor costumava contar aos próprios filhos.

Lançada pela Editora Literare Kids no Dia das Crianças de 2025, a obra ganhou um novo significado ao chegar às mãos de pacientes do GRAACC.

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Além dos livros, as crianças receberam bolinhas azuis inspiradas na narrativa. Na história, elas funcionam como um intercomunicador capaz de transportar os personagens para o imaginário Planeta Poin Poin, um universo criado para estimular fantasia, coragem e esperança.

Uma história que ganhou um novo significado

Segundo Hiram Baroli, a escolha do GRAACC para receber a ação foi motivada pelo desejo de compartilhar essa experiência com crianças que enfrentam o tratamento oncológico.

“O GRAACC, em especial, é muito importante para mim. A história tem uma magia que, no final, as crianças ganham um intercomunicador, que é uma bolinha. Ela leva para um lugar maravilhoso, que é o Planeta Poin Poin.”

Para o autor, o objeto simbólico pode representar um momento de conforto em meio à rotina hospitalar.

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“Eu entendo que pode ajudar muito. Na hora em que a criança estiver triste ou chateada, ela pode pegar aquela bolinha, se concentrar naquele lugar maravilhoso e fazer essa viagem.”

Hiram afirma que a iniciativa também representa a continuidade de uma memória construída dentro da própria família.

“É uma história que eu contava para os meus filhos. Eles cresceram ouvindo essa história e poder compartilhar essa magia, que foi criada para eles, com outras crianças é muito especial.”

Literatura que acolhe

Para famílias que convivem diariamente com o tratamento oncológico infantil, iniciativas como a manhã de leitura vão além do entretenimento.

Segundo Carolina, mãe de Maia, de sete anos, atividades lúdicas ajudam crianças e familiares a enfrentar uma rotina marcada por consultas, exames e internações.

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A menina passou por um transplante de medula óssea há pouco mais de um ano e segue em acompanhamento no hospital.

Para Carolina, ações como essa tornam o tratamento menos pesado para pacientes e familiares.

“É o segredo do tratamento, assim, eu diria, porque eles não se sentem como uma criança num tratamento tão sério.”

Ela afirma que projetos que unem literatura, brincadeiras e apresentações artísticas ajudam a transformar a experiência dentro do hospital.

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“Ter projetos, ter palhaços, ter livros, ter coisas assim, ajuda muito durante o processo. Isso ajuda a mãe, ajuda as crianças, ajuda a família como um todo. Torna o dia mais leve.”

Um dos momentos mais marcantes do tratamento aconteceu quando Maia precisou colocar uma sonda alimentar.

Segundo Carolina, foi justamente um livro infantil que ajudou a filha a aceitar o procedimento.

“Era o livro de uma menina que luta contra o câncer e falava da sonda como uma forma de vencer a doença. Quando fui falar da sonda para ela, usei o livro e ela conseguiu aceitar.”

O sentimento é compartilhado por Renan, pai de Heitor, de seis anos, que está em tratamento contra um linfoma de Burkitt há seis meses.

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Para ele, ações como a realizada no GRAACC ajudam as crianças a enfrentar a rotina hospitalar.

“Ajuda muito, porque é uma distração para eles, para sair dessa rotina do tratamento. Então, ajuda bastante.”

Renan também destacou o acolhimento recebido pela família desde o início do tratamento.

“A educação dos médicos, enfermeiros, o tratamento que eles têm com a gente é fora do normal. Nunca vi um hospital que atende o público tão dedicado igual esse hospital. A experiência foi magnífica.”

Brincar também faz parte do cuidado

Na brinquedoteca do GRAACC, atividades como contação de histórias, brincadeiras e apresentações culturais fazem parte da rotina de acolhimento oferecida às crianças e aos familiares durante o tratamento.

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Para a voluntária Débora, esses momentos ajudam a transformar o ambiente hospitalar em um espaço onde os pacientes podem continuar sendo crianças.

“O nosso trabalho aqui é proporcionar momentos de alegria para elas. Enquanto estão no hospital, estamos aqui para que sejam felizes, para que sejam crianças, que brinquem e que esse momento seja mais leve na vida delas.”

Segundo ela, ações como a manhã de leitura reforçam esse propósito e contribuem para tornar o tratamento menos difícil.

“O projeto da brinquedoteca, trazendo essas atividades, é muito importante no decorrer do tratamento deles.”

Débora conta que o evento despertou o entusiasmo dos pacientes e proporcionou uma pausa na rotina de consultas e procedimentos.

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“O que aconteceu aqui hoje foi muito especial. As crianças ficaram encantadas. Elas até esqueceram, provavelmente, que estavam no hospital, porque é assim que elas vivem aqui com a gente.”

Para a voluntária, iniciativas como essa fortalecem o trabalho desenvolvido diariamente no hospital e mostram que o tratamento também pode ser acompanhado de imaginação, acolhimento e momentos de alegria para crianças e familiares.