O helicóptero que caiu no interior de SP deixou três pessoas feridas após atingir uma área de mata em Iaras, no domingo (20/9). A Polícia Militar informou que um dos ocupantes era procurado pela Justiça e que a ocorrência passou a ser analisada também sob aspecto criminal.
PM identifica ocupante procurado pela Justiça
A Polícia Militar informou que o homem tinha registros por tráfico de drogas e roubo. Segundo a corporação, ele apresentou dados diferentes dos documentos de identidade durante o atendimento.
A inconsistência foi identificada após os policiais consultarem os sistemas da PM. A corporação informou que utilizou, entre outras ferramentas, o Muralha Paulista.
O caso foi registrado como atentado contra a segurança de transporte aéreo, lesão corporal e captura de procurado. As informações foram encaminhadas à Polícia Civil.
Piloto também tinha antecedente criminal
Além do passageiro apontado como procurado, a PM informou que o piloto da aeronave já havia sido preso por tráfico de drogas.
As informações sobre os antecedentes foram divulgadas pela corporação após a localização das vítimas. A investigação deverá analisar as circunstâncias do acidente e os demais elementos relacionados à ocorrência.
Aeronave tinha situação irregular no cadastro
O helicóptero que caiu no interior de SP tinha o prefixo PT-YBL e era um Agusta A109C, modelo bimotor fabricado pela italiana Agusta.
Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro da ANAC permite verificar dados de aeronavegabilidade, operador e documentos de aeronaves registradas no país.
Segundo os dados apresentados pelas reportagens sobre o caso, o Certificado de Aeronavegabilidade estava cancelado. Já o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade estava vencido desde maio de 2019.
O cadastro também indicava restrições relacionadas à aeronave. Entre elas estavam uma ordem judicial e questões relacionadas ao proprietário e à operação.
A aeronave não tinha autorização para operações de táxi-aéreo ou transporte aéreo regular. A própria ANAC informa que a exploração de serviços aéreos depende de autorização operacional específica.
Queda ocorreu em área de mata em Iaras
A aeronave havia saído de Guararema, na Grande São Paulo, com destino a Londrina, no Paraná. A queda ocorreu durante a madrugada em uma região de mata fechada em Iaras.
Um dos ocupantes conseguiu pedir ajuda após o acidente. As vítimas perderam os celulares, mas fizeram contato usando um tablet que ainda tinha bateria.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram as buscas. O acesso ao ponto da queda exigiu deslocamento por uma área de difícil acesso.
As três pessoas foram encontradas com vida. Elas apresentavam ferimentos e múltiplas fraturas. Uma das vítimas foi retirada da área por volta das 10h30, enquanto as demais foram resgatadas posteriormente.
Investigação deve apurar causas da queda
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para realizar a chamada Ação Inicial.
Essa etapa reúne informações sobre o acidente, verifica danos na aeronave e coleta elementos que podem ajudar a esclarecer a ocorrência.
A investigação aeronáutica busca identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente. O trabalho também pode gerar recomendações de segurança para evitar novas ocorrências.
A situação criminal seguirá sob apuração das autoridades responsáveis. Assim, os dados sobre o ocupante procurado e as condições da aeronave devem ser analisados junto aos demais elementos do caso.
Novas informações podem esclarecer tanto as circunstâncias da queda quanto os desdobramentos da investigação policial.
