IBM cria geladeira quântica quase 200 vezes mais fria que o espaço e dá novo passo para computadores mais potentes

Processadores operam abaixo de 15 milikelvins em uma arquitetura modular que pode ampliar a capacidade da computação quântica

Sistema criogênico permite manter os componentes quânticos em condições próximas ao zero absoluto.

Sistema criogênico permite manter os componentes quânticos em condições próximas ao zero absoluto. Foto: Divulgação/IBM

IBM criou um sistema criogênico para computadores quânticos em agosto de 2026, nos Estados Unidos. A tecnologia mantém os processadores abaixo de 15 milikelvins e busca viabilizar máquinas maiores.

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Como funciona a geladeira quântica da IBM

A estrutura mantém os componentes quânticos em condições próximas ao zero absoluto. Nessa faixa, os qubits supercondutores conseguem operar com menor interferência do ambiente.

O sistema também adota uma arquitetura modular. Assim, diferentes processadores podem permanecer em estruturas criogênicas separadas e trabalhar em conjunto.

A IBM utiliza esse modelo para enfrentar um problema conhecido da computação quântica: aumentar a capacidade sem concentrar todos os qubits em um único processador. A empresa relaciona essa abordagem ao desenvolvimento de máquinas tolerantes a falhas.

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O que são os L-couplers

A conexão entre os módulos depende dos chamados L-couplers. Esses componentes usam cabos supercondutores para transportar sinais entre diferentes partes do sistema.

A IBM já demonstrou esse tipo de ligação em seus processadores. A tecnologia permite conectar chips que estão separados dentro da estrutura de refrigeração.

Temperatura chega a menos de 15 milikelvins

O sistema trabalha abaixo de 15 milikelvins. Isso equivale a menos de 0,015 kelvin acima do zero absoluto.

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A comparação com o espaço profundo ajuda a dimensionar a temperatura. A radiação cósmica de fundo apresenta aproximadamente 2,7 kelvins, segundo medições da NASA.

A diferença é importante porque os qubits supercondutores são sensíveis ao calor e a outras interferências. Por isso, computadores quânticos desse tipo precisam de sistemas criogênicos capazes de manter condições muito estáveis.

IBM quer conectar mais processadores quânticos

A arquitetura modular permite distribuir o processamento entre diferentes unidades. Com isso, a empresa pretende evitar que o aumento da quantidade de qubits dependa de um único dispositivo físico.

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A IBM já conseguiu manter dois módulos nas condições necessárias e realizou operações com o processador Flamingo. Ainda falta demonstrar operações quânticas complexas entre os módulos.

Esse ponto é importante para a evolução da tecnologia. A conexão precisa funcionar sem prejudicar o desempenho dos qubits durante os cálculos.

Próximo objetivo é o computador quântico Starling

A IBM planeja avançar nessa arquitetura nos próximos anos. O roteiro da empresa prevê o Starling para 2029, com capacidade de executar 100 milhões de operações quânticas em 200 qubits lógicos.

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Os qubits lógicos são formados por vários qubits físicos. O conjunto aplica técnicas de correção de erros para reduzir falhas durante os cálculos.

A nova estrutura criogênica faz parte desse caminho. No entanto, a IBM ainda precisa demonstrar que diferentes módulos conseguem executar operações complexas de forma integrada.

Os próximos testes devem indicar se a arquitetura consegue sustentar o crescimento planejado para os computadores quânticos da empresa. A evolução dependerá da conexão entre os módulos, da estabilidade dos qubits e dos avanços na correção de erros.