A inflação de março na região metropolitana de São Paulo foi a maior para o mês em 27 anos, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta sexta-feira (8).
A maior alta foi no grupo de alimentos e bebidas, que subiram, em média, 2,59% na região metropolitana.
Alguns itens, no entanto, subiram muito mais do que os 2,5% da média da categoria. O tomate, por exemplo, lidera a lista, com uma alta de mais de 35%.
Além do tomate, pimentão e repolho foram alimentos que mais subiram.
Veja abaixo os alimentos que mais subiram na Grande SP em março:
- Tomate: 37%
- Pimentão: 34%
- Repolho: 28%
- Cenoura: 28%
- Mamão: 17%
- Manga: 16%
- Uva: 12%
- Cebola: 10%
- Leite longa vida: 10%
- Feijão-carioca: 8%
A operadora de caixa Laís Kelly disse que nunca viu as coisas subirem tão rápido.
“Eu tenho 25 anos de idade e nunca vi as coisas subirem tão alto assim, um preço muito elevado, e tá bem difícil de manter. A gente agora vai ter que tomar chá porque o café não dá né, aquele cafézinho da manhã com a família tá ficando um absurdo pra tomar”, afirmou.
A professora de física Júlia de Souza Vieira reclamou que, no fim do mês, já não tem mais sobrado dinheiro.
“Eu faço planejamento no começo do mês e falo que vou deixar uns R$ 400 pras coisas pra sair. Antes de chegar no fim do mês eu já gastei os R$ 400”, contou.
Puxado pela disparada dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se da maior taxa para meses de março desde 1994. Ou seja, em 28 anos, antes da implantação do Plano Real. É também a maior inflação mensal desde janeiro 2003 (2,25%).
