Justiça bloqueia bens de Geraldo Alckmin

Ex-governador está sendo acusado por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro

Alckmin foi filiado ao PSDB por 33 anos e deixou a sigla recentemente

O ex-governador é réu de um inquérito por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro | José Cruz/Agência Brasil

A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou, na última quarta-feira (30), o bloqueio dos bens e valores do ex-governador Geraldo Alckmin e de outros dois acusados de caixa 2 nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. A decisão é do juiz Marco Antonio Martin Vargas e foi publicada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal.

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O ex-governador é réu de um inquérito por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. O sequestro de valores em contas bancárias e imóveis de Alckmin chega a R$ 11,3 milhões.

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De acordo com o juiz, “foi possível identificar diversas coincidências entre as ordens de pagamento registradas nos sistemas da empresa Odebrecht e as informações prestadas pelos colaboradores”.

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Segundo investigações, a Odebrecht repassou R$ 2 milhões à campanha de Alckmin em 2010 e R$ 9,3 milhões em 2014. De acordo com o inquérito, os valores foram repassados por executivos do grupo em acordos de delação premiada.

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A defesa de Geraldo Alckmin ainda não se pronunciou.