Justiça multa Boulos em R$ 53,2 mil por deturpar resultado de pesquisa eleitoral

Segundo juiz eleitoral, a pesquisa apresentada pelas redes sociais do psolista, 'não corresponde com nenhum dos cenários de pesquisa espontânea ou estimulada'

Guilherme Boulos lidera rejeição em SP

Guilherme Boulos é deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo | Leandro Paiva/Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu nesta quinta-feira multar o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL) em cerca de R$ 53,2 mil por divulgar o resultado de uma pesquisa eleitoral no início de março sem os cenários apresentados pelo instituto responsável pelo levantamento.

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Segundo o juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz, em resposta à ação do diretório municipal do MDB, a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 4 de março e apresentada pelas redes sociais do psolista, “não corresponde com nenhum dos cenários de pesquisa espontânea ou estimulada com a totalidade dos eleitores do município de São Paulo”.

Com isso, afirmou o juiz, ficou caracterizada “a divulgação irregular de dados com indução do eleitor a erro”.

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A equipe de Boulos ainda pode recorrer da decisão.

Para o presidente do diretório municipal do MDB em São Paulo, Enrico Misasi, a decisão judicial corrigiu o que chamou de “vergonha” de Boulos.

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“Ainda faltam seis meses para a eleição municipal de 2024 e o pré-candidato a prefeito da extrema esquerda Guilherme Boulos (PSOL) já foi condenado por espalhar fake news. Terá, inclusive, de pagar multa pelo erro grotesco. Uma vergonha! A população de São Paulo precisa ficar atenta para não se deixar levar por manipulações e distorção de informações. Nossa pré-campanha está e seguirá comprometida com a verdade. Não vamos admitir que o cidadão paulistano seja enganado”, afirmou Misasi, em nota.

Entenda

Na publicação, feita pelo Instagram, o parlamentar do PSOL e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo colocou em um mesmo gráfico nomes que aparecem em cenários diferentes da pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em 4 de março, como Ricardo Salles (PL) e Marcos Pontes (PL). O gráfico também não mostrou a intenção de votos da pré-candidata do PSB, a deputada federal Tabata Amaral.

A assessoria de Boulos publicou inicialmente uma imagem, com a manchete: “Boulos lidera com 34% contra qualquer adversário!”. O gráfico mostrava Nunes com 29%, seguido de Ricardo Salles (PL-SP) com 12%, Marcos Pontes (PL-SP) com 11% e Padre Kelmon (PRD) com 1%. Salles, porém, só aparece no cenário 2, enquanto Pontes apenas no cenário 3 da pesquisa.

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Depois, a pré-campanha alterou a arte, sob o título: “Boulos venceria qualquer candidato bolsonarista”, e excluiu Padre Kelmon.

O TRE-SP determinou naquela mesma semana que Boulos retirasse do ar a postagem, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Tabata também entrou com uma ação contra Boulos pelo mesmo motivo.

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Procurada no início de março, a pré-campanha de Boulos afirmou que Nunes tenta criar uma “cortina de fumaça” após denúncias contra a gestão municipal sobre suposto aumento sem necessidade de obras emergenciais na Capital.

“O prefeito Ricardo Nunes está tentando criar uma cortina de fumaça e desviar a atenção para o grande fato da semana: as denúncias bilionárias de superfaturamento, bem como de favorecimento à empresa do próprio compadre de Nunes”, afirmou.