Justiça volta a proibir serviço de mototáxi em São Paulo

Decisão foi do desembargador Eduardo Gouvêa, da 7ª Câmara de Direito Público

Regulamentação do serviço de mototáxi na capital paulista será debatido na Câmara

Serviço de mototáxi foi proibido novamente em São Paulo por decisão da Justiça | Fotos Públicas

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu mais uma vez o serviço de transporte de moto por aplicativo na cidade de São Paulo, nesta sexta-feira (16/5).

A decisão foi do desembargador Eduardo Gouvêa, da 7ª Câmara de Direito Público. Ele suspende os efeitos da sentença de 1ª instância – que havia declarado inconstitucional o decreto municipal e permitido o funcionamento dos serviços da 99 e da Uber nesse formato.

O órgão recomendou a regulamentação da atividade pela Prefeitura de São Paulo em 90 dias. O serviço de mototáxi havia voltado a operar em São Paulo nesta terça-feira (13/5), após a Justiça derrubar a proibição da Prefeitura sobre o uso da modalidade.

O juiz ressaltou que essa suspensão é uma medida de cautela até que haja o julgamento definitivo da ação, além da complexidade do caso e do risco ao trânsito.

O líder dos motociclistas entregadores de aplicativo, Júnior Freitas, disse nas redes sociais que a regulamentação feita pela prefeitura não pode ser feita exclusivamente pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que vai criar inúmeras burocracias e taxas para inviabilizar o serviço na cidade, segundo ele.

Além da suspensão temporária do serviço, a Uber, um dos aplicativos que oferece a modalidade, foi intimada a se manifestar no prazo de 5 dias.

O que dizem os aplicativos

O serviço havia sido proibido de operar nos aplicativos 99 e Uber e com a liberação, a 99, outro aplicativo que oferece a modalidade, já disponibilizava a viagem de mototáxi desde a tarde da última quarta-feira (14/5).

A Gazeta entrou em contato com a empresa, que informou não ter sido notificada da decisão.

“A 99 ainda não foi notificada da decisão. Depois que for notificada, vamos analisar os autos e nos manifestar.”

A reportagem também contatou a Uber para um posicionamento, mas até a publicação desta matéria não havia obtido resposta sobre o ocorrido.