Um lote com 600 litros de matéria-prima da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegou nesta quinta-feira (3) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. O material corresponde a 1 milhão de doses do imunizante.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recebeu a carga ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

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“Até o final deste mês de dezembro, estaremos aqui recebendo no Aeroporto de Guarulhos mais seis milhões de doses da vacina, totalizando 7 milhões 120 mil doses da vacina. E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina. A vacina do Butantan, a vacina que salva vidas”, disse.
Os insumos são os “ingredientes” necessários para a finalização da vacina no Brasil. O Instituto Butantan deverá concluir a etapa final de fabricação. O embarque do material aconteceu na quarta-feira (2) em Pequim, em um voo comercial da Swiss Air Lines que fez escala em Zurique, na Suíça, antes do desembarque no Brasil, na manhã desta quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Pelo acordo fechado, o instituto receberá do laboratório chinês 6 milhões de doses prontas para o uso e vai formular e envasar outras 40 milhões de doses.
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CoronaVac
A vacina Coronavac está na fase final de testes e aguarda registro e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso.
No dia 19 de outubro, o Governo de São Paulo e o Butantan anunciaram que a Coronavac é a mais segura entre as vacinas que estão em etapa final de estudos clínicos no Brasil.
Do total de voluntários que receberam vacina ou placebo, apenas 35% apresentaram algum tipo de reação adversa, mas todas classificadas como leves. Nenhuma reação adversa grave foi registrada.
Em novembro, a revista científica Lancet publicou os resultados de segurança da Coronavac na fases I e II, realizados na China, com 744 voluntários. A publicação indicou que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.
