Manifestantes tentam invadir Câmara de SP e GCM intervém com bombas

A tentativa de invasão ocorre após protestos de servidores contra a reforma da Previdência municipal votada nesta quarta-feira

Manifestação contra reforma da Previdência em SP

Manifestação contra reforma da Previdência em SP | Bruno Rocha/Folhapress

Manifestantes que protestavam nesta quarta-feira (10) contra a reforma da Previdência municipal se envolveram em uma confusão com a polícia ao tentarem invadir o prédio da Câmara Municipal de São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana precisou intervir com bombas para dispersar o ato. 

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O projeto prevê que, enquanto houver déficit no regime da Previdência, aposentados e pensionistas que ganhem acima do salário mínimo (hoje de R$ 1.100) e abaixo do teto do INSS (atualmente de R$ 6.433,57) deixem de contar com a isenção de contribuição.

A cobrança dos inativos será sobre os valores que superem o salário mínimo, incluindo servidores da administração indireta. Essa alíquota, de 14%, já incide sobre aposentados e pensionistas que ganham acima do teto do INSS.  

Os servidores começaram a se concentrar em frente à Casa, que fica no centro da cidade, no começo da tarde. Conforme a sessão se desenrolava tensa do lado de dentro, do lado de fora houve confusão envolvendo servidores e a Guarda Civil Metropolitana.  

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Segundo o sindicato dos servidores, uma manifestante fraturou a perna no momento em que a GCM atirou bombas contra a multidão.  

A prefeitura afirmou que a GCM começou a agir para dispersar manifestantes que tentaram entrar na Câmara.  

Segundo a prefeitura, “a Guarda Civil Metropolitana está atuando com reforços no entorno da Câmara Municipal, visando garantir a segurança do local, dos manifestantes e servidores do legislativo municipal. Os agentes sofreram investidas dos manifestantes, que buscavam adentrar o prédio. Os protocolos de uso progressivo da força foram utilizados para conter a situação e evitar danos”.  

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Durante a sessão, houve diversas discussões entre vereadores de esquerda e o relator do orçamento, Rubinho Nunes (PSL), membro do MBL (Movimento Brasil Livre).  

Rubinho foi acusado de estimular as galerias a interromper a fala da vereadora Silvia da Bancada Feminista, do PSOL. Na ocasião, Elaine do Quilombo Periférico apontou o dedo para o rosto do deputado, e a sessão ficou suspensa por dois minutos.  

Vereadores do PSOL acusaram o governo de compra de votos e de ameaçar membros da base. “Em outras sessões, o próprio Milton Leite [DEM, presidente da Casa] falou em público para todo mundo escutar. Vão votando rapidinho, senão vão perder os cargos”, disse Toninho Véspoli.  

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“Parem de patifaria, isso aí se chama sim compra de voto. Compra de voto, não é só com dinheiro não, compra de forma se faz de várias maneiras, cargo na prefeitura, cargo no governo”, completou ele.