Mercado com produtos do MST abre em SP: o que encarece os itens sem agrotóxicos?

Unidade não pertence ao MST, mas comercializa uma série de produtos do movimento social

Entre os destaques estão o café, o arroz e os legumes e verduras sem agrotóxicos/Kindel Media/Pexels

O mercado da Associação Ybá foi inaugurado em abril no bairro da Vila Ipojuca, na região da Lapa, em São Paulo. O local vende produtos agroecológicos e orgânicos em geral.

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A unidade não pertence ao MST, mas comercializa uma série de produtos do movimento social.

Os itens são também originários, segundo os responsáveis, de comunidades quilombolas e indígenas, movimentais sociais e agricultores familiares de todos os biomas brasileiros.

Entre os destaques estão o café, o arroz e os legumes e verduras sem agrotóxicos.

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O estabelecimento funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 17h. O endereço é Ricardo Medina Filho, 120, na Vila Ipojuca.

Preço dos orgânicos

O preço dos produtos orgânicos, em geral, é mais caro do que similares em mercados convencionais. Segundo J. P. Santiago, engenheiro agrônomo, consultor técnico e financeiro em agricultura orgânica, há razões objetivas para isso.

“Uma delas é a baixa escala de produção: quanto maior a quantidade produzida, menor o custo unitário. Isto é matemático”, explicou o especialista.

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“A demanda, embora esteja crescendo, ainda é pequena. A baixa renda da maioria da população brasileira leva o consumidor a comparar preços, e aí se cria um círculo vicioso para o produto orgânico: preço desestimulante, poucas compras, pouca produção, preço unitário maior”, continuou ele, em artigo ao portal Organis.

São Paulo tem uma série de mercados orgânicos, e uma unidade gerenciada diretamente pelo MST: o Armazém do Campo, na região central de São Paulo. A unidade foi aberta em 2016.