Estudo revela que quem trai uma vez tem três vezes mais chances de ser infiel novamente em um novo relacionamento

Pesquisa aponta que indivíduos que admitiram trair em relações anteriores apresentam maior probabilidade de repetir o comportamento

Casal se beijando (Foto_ igovar igovar_Pexels)

Dados indicam fatores de risco estatísticos e não servem para prever atitudes individuais ou casos específicos (Foto_ igovar igovar_Pexels)

O fim do relacionamento entre Juliano Floss e Marina Sena gerou especulações nas redes sociais envolvendo Any Gabrielly, com quem o dançarino contracenou no filme As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você (2026). Alguns internautas passaram a apontar um possível padrão, lembrando que Juliano começou a namorar Marina após o fim da relação com Vivi Wanderley, sua ex-namorada e amiga da cantora.

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Não há qualquer comprovação de que Juliano tenha traído Vivi com Marina ou Marina com Any. Ainda assim, os comentários sobre uma possível repetição de comportamento têm respaldo em uma questão estudada pela ciência.

Uma pesquisa publicada em 2017 no periódico Archives of Sexual Behavior mostra que pessoas que traíram em um relacionamento anterior têm maior probabilidade de repetir a infidelidade em uma relação seguinte.

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O que a ciência descobriu sobre repetir uma traição

O estudo acompanhou 484 adultos durante dois relacionamentos amorosos. Os pesquisadores queriam saber se a chamada infidelidade em série, quando o comportamento se repete em relações diferentes, poderia ser identificada como um fator de risco.

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Os resultados indicaram que participantes que admitiram ter traído no primeiro relacionamento tinham três vezes mais chances de relatar uma traição no relacionamento seguinte do que aqueles que não haviam traído.

O resultado permaneceu mesmo após os pesquisadores considerarem fatores demográficos, como gênero e estado civil.

Outros fatores também podem aumentar o risco

A pesquisa aponta que a infidelidade anterior não é o único fator associado a uma nova traição.

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Pesquisas anteriores citadas pelos autores relacionam o comportamento a menor comprometimento com o relacionamento, insatisfação ou queda na satisfação e atitudes mais favoráveis ao sexo fora da relação.

Também há fatores ligados à forma como a pessoa se relaciona emocionalmente, além de diferenças no desejo e na inibição sexual.

Isso significa que uma traição não acontece necessariamente por uma única razão, mas pode envolver diferentes características da relação e do indivíduo.

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Estudo não permite prever o comportamento de alguém

Apesar do resultado, não é correto concluir que toda pessoa que trai vai trair novamente. O próprio estudo identifica uma associação de risco, e não uma regra capaz de prever o comportamento de cada indivíduo.

Por isso, as especulações envolvendo Juliano, Marina e Any não podem ser usadas para afirmar que houve traição.