Monitor escreve ‘descançar’ em escola cívico-militar de SP e caso repercute

Erro de português foi flagrado no primeiro dia de aulas e gerou questionamentos sobre o modelo

Erros de português em escola cívico-militar de SP chama atenção no início das aulas

Erros de português em escola cívico-militar de SP chama atenção no início das aulas | Reprodução/TV Vanguarda

O início das aulas em uma das escolas cívico-militares do interior de São Paulo foi marcado por um episódio inusitado: monitores militares aposentados cometeram erros básicos de português ao escrever comandos no quadro durante atividades de disciplina.  

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A situação ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, localizada em Caçapava, São Paulo, e foi registrada na manhã desta segunda-feira (2/2), no contexto da implementação do novo modelo de ensino cívico-militar na rede estadual.  

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Monitoria com comandos militares tem grafias incorretas

Durante uma atividade de monitoria, voltada ao ensino de comandos de ordem unida, prática usada para orientar posturas e movimentos padronizados, os termos escritos no quadro apresentaram grafias incorretas.

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Palavras como “descançar” e “continêcia” foram registradas com equívocos ortográficos no quadro da sala de aula. Os termos corretos, segundo a norma padrão da língua portuguesa, são “descansar” e “continência”.  

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Após a identificação dos erros, o monitor que escrevia no quadro saiu da sala, conversou com alguém e voltou para fazer as correções diante dos estudantes, ajustando as grafias conforme esperado.  

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Monitor cívico-militar atua junto a policiais aposentados

O modelo escolar implementado na unidade integra o Programa Escola Cívico-Militar do estado, no qual policiais militares da reserva atuam como monitores nas escolas.  

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A iniciativa prevê que esses monitores contribuam com atividades de disciplina, orientação e valores cívicos, enquanto os professores continuam responsáveis pelo conteúdo pedagógico formal.  

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Repercussão e posição da secretaria

O episódio gerou repercussão ao ser exibido por uma equipe de TV local, levantando questionamentos sobre a atuação dos monitores em atividades que envolvem conteúdo acadêmico.  

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo destacou que o conteúdo pedagógico é responsabilidade dos docentes da escola.

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A pasta também afirmou que os monitores passam por avaliações periódicas de desempenho para verificar sua adaptação e permanência nas unidades.