Morte de estudante da USP em república segue sem resposta; veja o que se sabe

Caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Piracicaba e será esclarecido com base em laudos periciais e toxicológicos

Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil investiga a morte do estudante Franco Tavares Mendes, de 19 anos, encontrado sem vida em uma república estudantil de Piracicaba, no interior de São Paulo, no último sábado (11/7).

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Aluno do segundo ano de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o jovem foi localizado por uma equipe da Guarda Civil Municipal em um imóvel da cidade.

O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Piracicaba e será esclarecido com base em laudos periciais e toxicológicos. No local, a Polícia Civil apreendeu diversas bebidas alcoólicas, que também serão analisadas durante a investigação.

Natural de São Paulo, Franco era conhecido entre os colegas pelo apelido “P’-isqrdo”, integrava o grupo estudantil Ano Cinzeiro e fazia parte da república No Talo. Amigos o descreveram como uma pessoa carinhosa e sorridente.

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Segundo a Guarda Civil Municipal, o estudante foi encontrado inicialmente de bruços na república Poko Loko. Antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pessoas que estavam no local o viraram de costas após orientação médica por telefone, para verificar sinais vitais. A corporação informou que não havia indícios aparentes de violência.

Durante a perícia, policiais civis recolheram garrafas de cerveja, vinho, vodca, uísque, outras bebidas destiladas e energéticos. O material será submetido à análise como parte da apuração.

Investigação aguarda laudos periciais

Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente. A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais e toxicológicos para determinar o que provocou o óbito e esclarecer as circunstâncias do caso. Também deverão ser colhidos depoimentos de pessoas que estavam na república no momento da ocorrência.

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A morte do estudante provocou manifestações de pesar da Esalq/USP, do Centro Acadêmico Luiz de Queiroz (Calq), do grupo estudantil Ano Cinzeiro, do Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) e do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP), que prestaram solidariedade aos familiares.

O velório de Franco Tavares Mendes foi realizado na segunda-feira (13/7), em São Paulo, cidade onde ele nasceu. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina.

A investigação segue em andamento e ainda depende da conclusão dos laudos técnicos e da análise dos elementos coletados pela Polícia Civil.