Morte no Rio Tamanduateí: exame atesta que responsável por acidente estava bêbado

Laudo do IML confronta versão do suspeito, que havia recusado o bafômetro e culpado remédios psiquiátricos

Carro destruído sendo rebocado em avenida de São Paulo

Carro foi rebocado após ter caído no Rio Tamanduateí - Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

O motorista preso acusado de causar o acidente que provocou a queda de um carro no Rio Tamanduateí estava embriagado. Isso foi o que apontou o laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado nesta quarta-feira (27/5).

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A tragédia aconteceu na madrugada de segunda-feira (25/5), na Avenida do Estado, na região central de São Paulo.

O acidente terminou com a morte de João Soares da Silva, de 59 anos, que estava dentro do veículo atingido e caiu no rio enquanto voltava do trabalho.

O que diz a polícia

De acordo com a investigação, o motorista responsável pelo acidente apresentava sinais claros de embriaguez no momento da queda do carro no rio.

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Mesmo assim, ele se recusou a realizar o teste do bafômetro e afirmou aos policiais que não havia ingerido bebida alcoólica. Testemunhas relataram que o homem tinha dificuldade para caminhar e apresentava fala desconexa logo após o acidente.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o suspeito dirigia um Fiat Fastback em alta velocidade pela Avenida do Estado quando realizou uma conversão proibida. Na sequência, atingiu um VW Gol e, depois, bateu no GM Classic conduzido por João Soares da Silva.

Com o impacto, o carro da vítima foi lançado para dentro do Rio Tamanduateí. O corpo do motorista foi retirado da água pelo Corpo de Bombeiros após cerca de sete horas de buscas.

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Motorista chegou a culpar remédios

Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, o motorista foi encaminhado ao IML para realização do exame clínico de embriaguez após se recusar a fazer o bafômetro no local do acidente.

Durante depoimento acompanhado pela defesa, o suspeito afirmou que havia sido diagnosticado recentemente com bipolaridade e esquizofrenia.

De acordo com o boletim revelado pela CNN Brasil, ele relatou fazer uso dos medicamentos Depakene e Risperidona e alegou que os remédios provocavam efeitos como tontura, letargia e sensação de estar “desfocado”.

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O homem também declarou que não se lembrava da velocidade em que dirigia no momento da colisão e afirmou não ter plena noção do que aconteceu durante o acidente.

Ainda conforme o registro policial divulgado pela emissora, o suspeito contou que familiares já o haviam orientado a não dirigir por causa do quadro psiquiátrico. A defesa levantou a possibilidade de incapacidade civil relacionada à condição mental do motorista, ponto que deverá ser analisado ao longo da investigação.