Motociclistas CLT passam a receber adicional de periculosidade

Nova regra passou a valer nesta sexta-feira (3/4) e beneficia profissionais com carteira assinada que trabalham com a moto

Apesar da nova norma, nem todos os motociclistas serão contemplados

Apesar da nova norma, nem todos os motociclistas serão contemplados | Rovena Rosa/Agência Brasil

Desde esta sexta-feira (3/4), motociclistas que trabalham sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em todo o Brasil passaram a ter direito ao adicional de periculosidade. O benefício garante um acréscimo de 30% sobre o salário-base dos profissionais.

O pagamento é destinado a profissionais que utilizam a motocicleta para o exercício de suas funções, como entregadores e motoboys com vínculo formal de emprego.

A medida, aprovada em janeiro, é um reconhecimento aos riscos diários enfrentados por esses trabalhadores nas vias públicas.

Quem fica de fora da regra?

Apesar da nova norma, nem todos os motociclistas serão contemplados. Veja as exceções:

  • Trabalhadores de aplicativos: por não possuírem vínculo empregatício formal (CLT), estão excluídos do benefício;
  • Trajeto casa-trabalho: quem utiliza a moto apenas para se deslocar até a empresa não tem direito ao adicional;
  • Áreas privadas: profissionais que pilotam apenas dentro de locais fechados e privados também não recebem o acréscimo.

Regras para as empresas

A obrigatoriedade do pagamento está prevista em portaria do Ministério do Trabalho. Para formalizar o benefício, cada empresa deve elaborar um laudo técnico que comprove a condição de periculosidade do funcionário.

Esse documento precisa ser assinado por um médico do trabalho ou engenheiro de segurança.

Contexto de risco no trânsito

A implementação do adicional ocorre em um cenário de alerta para a segurança viária.

Dados do Detran-SP revelam que, em 2025, a cidade de São Paulo registrou 1.032 mortes no trânsito, das quais 472 envolveram motocicletas — um número que se mantém elevado em comparação aos anos anteriores.