Uma empresa americana anunciou uma oferta que beira a ficção científica: reservas para o que promete ser o primeiro hotel permanente construído na Lua já estão à venda, mediante um depósito inicial de cerca de R$ 5 milhões (US$ 1 milhão).
A iniciativa, lançada pela startup Galactic Resource Utilization Space (GRU), com sede na Califórnia, está aberta desde 12 de janeiro.
O projeto faz parte de um plano ambicioso de turismo espacial em longa distância, que envolve a construção e operação de uma hospedagem lunar com potencial de receber visitantes na década de 2030.
Segundo a empresa, o hotel, ainda sem nome oficial, deverá ser inaugurado por volta de 2032, caso a GRU obtenha as autorizações regulatórias necessárias e consiga superar os desafios tecnológicos envolvidos em instalar uma estrutura humana fora da Terra.
Como funcionam as reservas e quanto custa
Para garantir um lugar entre os primeiros hóspedes, a GRU exige um depósito de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões).
O valor funciona como sinal e pode ser reembolsado integralmente dentro de 30 dias após o pagamento, segundo a empresa.
Além desse depósito, o site da startup também prevê uma taxa de inscrição não reembolsável de US$ 1 mil (cerca de R$ 5 mil) para que os interessados entrem na fila de espera e comecem o processo de pré-reserva.
A GRU informa que o preço final da estadia ainda não foi definido, mas estima que possa ultrapassar US$ 10 milhões por viagem, dependendo dos pacotes e serviços escolhidos, o que reforça o caráter de exclusividade e luxo do empreendimento.
Turismo lunar como novo mercado
O hotel lunar faz parte de uma visão mais ampla da empresa, que acredita no turismo espacial como um caminho para viabilizar presença humana contínua fora da Terra.
A ideia é que a experiência de hospedagem seja um primeiro passo antes de se criar uma economia mais ampla em solo lunar, incluindo habitações, pesquisa e atividades econômicas relacionadas à exploração espacial.
Idealizado por Skyler Chan, engenheiro formado pela Universidade da Califórnia em Berkeley, o projeto já conta com imagens conceituais e um plano que prevê construção de módulos pressurizados interligados, capazes de manter temperatura controlada, oxigenação e proteção contra radiação, principais desafios para qualquer ambiente humano fora da Terra.
Investidores ligados a nomes do setor aeroespacial, como empresas associadas à SpaceX e outras startups de tecnologia, já mostraram interesse no projeto, o que reforça o otimismo da GRU em torno da viabilidade da empreitada.
Expectativa de construção e futuro
De acordo com o cronograma divulgado, a empresa pretende iniciar a construção em 2029, com módulos transportados da Terra, e expandir a estrutura utilizando materiais do próprio solo lunar, uma tecnologia que ainda está em desenvolvimento.
A expectativa é que os primeiros hóspedes cheguem à Lua nos primeiros anos da década de 2030, tornando essa experiência uma das ofertas mais exclusivas e caras do turismo global.
