No aniversário da cidade, SP sanciona lei que cria fundo contra a fome

Os recursos do novo fundo e combate à fome serão provenientes de dotações orçamentárias, doações e outras receitas a serem definidas em regulamento

Voluntários entregam marmitas e cobertores a moradores em situação de rua na cracolândia

Voluntários entregam marmitas e cobertores a moradores em situação de rua na cracolândia | Gustavo Luizon/Mangueio

A pandemia de Covid-19 agravou um cenário já conhecido na cidade de São Paulo: pessoas em situação de vulnerabilidade social que não têm acesso a uma alimentação saudável. Porém, um projeto de fundo de combate à fome na cidade, criado pela vereadora Erika Hilton (PSOL) foi oficializado nesta terça-feira (25) por meio da lei sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

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Antes disso, o projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara dos vereadores de SP. A ideia do fundo é viabilizar ações de garantia à nutrição e à segurança alimentar, incluindo ações de proteção à criança e ao adolescente e ações de incentivo e promoção da agricultura familiar. O texto conta com informações do g1.

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Além da pandemia, que por si já aumentou a fome da capital paulista, a descontinuidade de programas que ajudavam a amenizar o problema, como o Renda Básica Emergencial e a Cozinha Cidadã, são algumas das justificativas que fundamentaram a criação do projeto.

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Ainda neste cenário, o número de famílias que foram morar nas ruas de São Paulo quase dobrou durante a pandemia de Covid-19. Em 2021, segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), havia 31.884 pessoas sem-teto na cidade, sendo que cerca de 8.927 afirmaram viver com ao menos um familiar. Em 2019, eram 4.868.

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Fundo de Combate à Fome 

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Segundo o texto do projeto, os recursos do Fundo Municipal de Combate à Fome devem ser aplicados única e exclusivamente em iniciativas e ações de garantia à nutrição e à segurança alimentar, dirigidas para melhoria da qualidade de vida, incluindo ações de proteção à criança e ao adolescente e ações de incentivo à agricultura familiar. 

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Estes recursos serão compostos por I dotações orçamentárias específicas; II doações, auxílios, subvenções e legados, de qualquer natureza, de pessoas físicas ou jurídicas do País ou do exterior; e III outras receitas, a serem definidas em regulamento. 

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Quando o então projeto foi aprovado pela Câmara, em dezembro, a vereadora Erika Hilton celebrou a unanimidade de aceitação da ideia e afirmou que, para um país que já conseguiu erradicar a fome, ter mais da metade da população em situação de insegurança alimentar “é algo criminoso”. 

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“São pelo menos 18 milhões de crianças nessa situação. Na cidade de São Paulo estamos sofrendo com uma crise humanitária sem precedentes e um número recorde de pessoas vivendo nas ruas. Com um orçamento de R$ 79 bilhões, não podemos depender apenas de doações e solidariedade da população para que todas e todos possam ter o que comer. Precisamos implementar políticas públicas consistentes e destinar recursos para isso”, disse Erika ao g1.