A segunda quinzena de maio será marcada pela permanência do frio em boa parte do Centro-Sul do Brasil por causa da chegada de uma nova massa de ar polar.
O sistema começa a avançar pelo Brasil a partir deste domingo (17/5) e deve manter as temperaturas baixas durante a terceira semana do mês.
De acordo com meteorologistas da Climatempo, várias frentes frias devem passar pelas regiões Sul e Sudeste nos próximos dias, mas o ar polar mais intenso estará associado à frente fria que avança sobre o país no início da semana.
Frio deve ser menos intenso
Apesar da nova queda nas temperaturas, a expectativa é de um frio menos rigoroso do que o registrado entre os dias 9 e 14 de maio, quando cidades da região Sul tiveram temperaturas negativas.
Em São Joaquim, na Serra Catarinense, os termômetros chegaram a marcar -5,6°C.
Mesmo sem previsão de frio extremo, o ar polar deve manter temperaturas baixas por mais tempo, principalmente nos estados do Sul do País, onde o frio deve persistir tanto durante a noite quanto ao longo do dia.
A combinação entre o excesso de nebulosidade e a dificuldade de entrada do sol também deve contribuir para tardes mais frias no início da terceira semana de maio.
Sudeste também terá sensação de frio
No Sudeste e em parte do Centro-Oeste, áreas como São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira e Mato Grosso do Sul também devem registrar temperaturas mais baixas.
Segundo a previsão, a grande quantidade de nuvens deve impedir quedas mais acentuadas nas madrugadas, mas, ao mesmo tempo, dificultará a elevação das temperaturas durante o dia, mantendo a sensação de frio nas tardes dos próximos dias.
No Mato Grosso, o avanço do vento frio deve provocar queda nas temperaturas entre segunda-feira (18/5) e quarta-feira (20/5), especialmente nas regiões oeste e sul do estado.
Massa polar mais intensa
Meteorologistas explicam que o centro da massa de ar polar deve atuar principalmente sobre Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile antes de avançar em direção ao oceano.
Diferentemente da onda de frio registrada no começo de maio, o núcleo mais intenso do ar polar não deve avançar diretamente sobre o Sul do Brasil desta vez, o que reduz a possibilidade de temperaturas extremas no país.
